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admin 28 Set 2015

SC Vianense: Médico não concordou com saída de Rogério Amorim e bateu com a porta

O médico do Sport Clube Vianense, Paulo Passos, anunciou, este domingo, em nota enviada às redações, a sua saída do clube depois da substituição da […]

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O médico do Sport Clube Vianense, Paulo Passos, anunciou, este domingo, em nota enviada às redações, a sua saída do clube depois da substituição da equipa técnica, liderada por Rogério Amorim, que classificou de “surreal nos argumentos, e indigna no “modus operandi”.
Numa Carta Aberta intitulada “O Vianense está a morrer”, Paulo Passos, “sócio número, provavelmente, 209, porque o ficheiro de sócios remete-nos para a pré-história da organização administrativa”, classificou a substituição de Rogério Amorim como “um chocante exemplo da degradação moral em que mergulhou o clube”.
“A forma como foi tratado Rogério Amorim é inqualificável. Nas suas duas passagens pelo Vianense, desenvolveu trabalho meritório, principalmente nesta última época, em que as condições eram totalmente adversas”, sustentou o médico.
Paulo Passos acrescentou: “Com a pasta do futebol votada ao abandono, após terem sido afastados os elementos por ela responsáveis, foi obrigado, em algumas situações, a assumir o papel que caberia aos dirigentes. Com a educação e a integridade que o caracterizam, foi resistindo (pelo superior interesse do Vianense) a algumas jogadas que, apesar de rasteiras, nada tinham a ver com o jogo jogado dentro das quatro linhas. Recordo-me que mesmo no período em que não trabalhava no Vianense, tinha uma disponibilidade total para colaborar com o clube. Não sendo um Vianense “de direito”, tem dado provas de ser, de facto, muito mais Vianense que alguns de nós”.
Na nota divulgada, após a vitória do clube centenário de Viana do Castelo em Bustelo para a Taça de Portugal, o médico lembrou que entrou para o Sport Clube Vianense em Setembro de 1997, “pela mão do grande vianense Amândio Silva ( e que falta fazem hoje Homens da sua estirpe), num momento muito difícil do nosso clube, à beira de completar 100 anos”,
“Saio pelo meu próprio pé, sem mágoa. Mas triste, desiludido, desalentado e descrente”, frisou
Adiantou que “durante 18 anos serviu o clube, nem sempre bem, porque me faleciam o engenho e a competência, mas sempre com paixão, dedicação, amor e orgulho. Desinteressado. Durante este longo período conheci e trabalhei com inúmeros vianenses, nas mais diversas áreas, muitos dos quais guardo como exemplo de verdadeira dedicação à causa”.
Destaca alguns, como Rui Viana, Manuel “Melro” Silva, José Marques, Manuel Amorim, Passinhos, António Basto, Hélder Ranhada, Renato Santos, Eduardo Rodrigues, Rogério Gonçalves e Rogério Amorim.
“Desde há alguns anos a esta parte que o nosso clube iniciou um trajeto descendente. Com algumas variações de velocidade mas sempre no mesmo sentido. Esta grande marcha, estou certo, terá em breve o seu epílogo. O caminho para o abismo que vimos trilhando, neste momento já em velocidade de cruzeiro, também pode (e deve) ser feito com dignidade e lisura. Podemos cair, morrer até, mas em pé! Como as árvores”, afirmou na nota enviada á comunicação social.
Adiantou que “na última assembleia geral, um associado, na sua intervenção, proferiu uma frase tão surpreendente quanto assertiva. Dizia ele, que o Vianense não pertencia só a nós. Pertencia, também, a todos os nossos antepassados que construíram os seus 117 anos de história. Isto fez-me recuar 40 anos, quando, pela mão do meu pai, comecei a ir aos jogos do Vianense”.
“Recordo rostos, cidadãos anónimos, muitos dos quais já não estão entre nós. Recordo o orgulho, o fervor, as bancadas cheias. Que contas teremos nós que prestar, mais tarde, quando a lei da Natureza nos obrigar a reencontrá-los, por termos tratado tão mal o nosso Vianense?”, questionou.
“Mais tarde, já adolescente, o cativo na bancada lateral juntamente com os outros miúdos do Liceu, fazendo o percurso para o outro extremo, ao intervalo, acompanhando sempre o ataque da nossa equipa. Onde anda hoje essa miudagem? Onde está o Vianense com uma íntima relação com a Ribeira, talvez a zona mais carismática da nossa querida cidade?”, interrogou o médico agora de saída do clube centenário.
Para Paulo Passos “esse Vianense já não existe, dentro do Vianense”.
“Resiste, ainda, nalguns nichos. Podemos revisita-lo no encontro anual de antigos dirigentes e atletas, recordá-lo quando, na rua, me cruzo com antigos atletas que aprendi a admirar e respeitar: Serafim Cardoso, o grande capitão, o Arantes, o Parente, o Bertinho, o Côco, o João Carlos”.
Adiantou “já ter ouvido muitas vezes a palavra refundação” e afirmou que “só agora percebeu o seu verdadeiro significado”.
Também eu já trago o meu filho ao estádio para ver o Vianense. Espero que ele e outros meninos, ao arrepio do caminho trilhado pelos pais, um dia encontrem o “Velhinho” Vianense”, rematou o clínico na nota onde comunicou a sua saída do clube.
Lembre-se que Paulo Passos foi Mandatário da Lista de Jorge Gama eleita a 28 de fevereiro de 2014 e que se encontra atualmente demissionária.

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