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admin 30 Set 2015

UMinho recebe a responsável da missão a Plutão

Alice Bowman, a mulher que liderou a missão da NASA a Plutão, está segunda-feira, na Escola de Ciências da Universidade do Minho para uma palestra […]

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Alice Bowman, a mulher que liderou a missão da NASA a Plutão, está segunda-feira, na Escola de Ciências da Universidade do Minho para uma palestra sobre a sua experiência e os desafios no espaço. A sessão, intitulada “Reaching for New Horizons”, é às 15h30, no anfiteatro B1 do campus de Gualtar, em Braga. A iniciativa tem o apoio da Embaixada dos EUA em Portugal. A entrada é livre, mediante inscrição prévia. O mundo foi surpreendido em julho com as primeiras imagens do planeta-anão Plutão, graças à sonda New Horizons da agência especial NASA. Alice Bowman trabalhou, desde 2001, para o sucesso desta viagem de 5.7 mil milhões de quilómetros. “Realizei um sonho de infância. Agradeço a todos e, por favor, digam às crianças e a qualquer um para fazerem algo pelo qual estão apaixonados, entreguem-se a esse desafio e não se vão magoar”, disse na altura a física norte-americana, que é conhecida por “Mom”, a abreviatura do seu cargo “Mission operations manager” e a forma carinhosa de “mãe”. A New Horizons segue extra-missão para tentar chegar em 2019 a uma pequena rocha gélida além de Plutão. Será a primeira sonda terrestre a estudar de perto um corpo da cintura de Kuiper, nos confins do sistema solar. Alice Bowman interessa-se desde a infância por ciências espaciais e até pensou ser astronauta, mas sente-se mais segura em terra firme. Quis ter uma profissão desafiadora e de “caminhos difíceis” na faculdade, investigando, por exemplo, sistemas de distribuição de medicamentos, simulações por computador e detetores infravermelhos. A carreira da cientista da Universidade Johns Hopkins levou-a à oportunidade de uma vida: liderar a equipa de operações da missão histórica a Plutão. Bowman coordenou assim a sonda robótica com a viagem mais longa de sempre, procurando manter a equipa focada num projeto de uma década por todo o sistema solar e lidando com imprevistos técnicos a longa distância, como receber os dados com cinco horas de diferença. Também houve momentos marcantes, nomeadamente usar os painéis solares da sonda para reorientar a rota junto a Mercúrio, capturar o vulcão em erupção na lua Io perto de Júpiter ou, naturalmente, descobrir o formato de coração na superfície de Plutão.

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