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admin 22 Out 2015

Alto Minho: Distrito vianense com 16 escolas envolvidas no “Parlamento dos Jovens”

Durante este ano letivo serão 16 as escolas do Alto Minho envolvidas no programa “Parlamento dos Jovens”, que deverá envolver mais de 20 mil estudantes […]

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Durante este ano letivo serão 16 as escolas do Alto Minho envolvidas no programa “Parlamento dos Jovens”, que deverá envolver mais de 20 mil estudantes do Norte. Segundo a Direção Regional do Norte do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), que engloba os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Bragança e Vila Real, participaram no ano passado 116 escolas, número que deverá ser repetido este ano. Na edição passada, 368 jovens deputados foram eleitos pelos seus pares, representando as respetivas escolas nas Sessões Distritais.
Esta quinta-feira, o auditório da Entidade Regional do Porto e Norte de Portugal, no Santiago da Barra, em Viana do Castelo, acolheu um primeiro debate sobre o programa. Este ano, o tema é “Portugal: assimetrias litoral/interior, que soluções?” e Rui Monteiro, representante da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional – Norte (CCDR-N), referiu que a sua principal preocupação é “a dicotomia muito grande entre Lisboa e o resto do país”, com um “diferencial brutal e sem qualquer sinal, nos últimos vinte anos, de convergência”.
Por isso, considera o técnico, “a verdadeira discussão tem de ser Lisboa e o resto do país”, referindo que “Portugal ganharia se não tivesse um modelo de desenvolvimento tão centralista, (…) com concentração dos recursos em Lisboa”.
O responsável prefere substituir o debate litoral/interior pelo debate territórios de alta densidade populacional/territórios de baixa densidade, por acreditar que a diferença reside essencialmente na população. “A dicotomia litoral/interior é pura geografia que não explica as dinâmicas de desenvolvimento e crescimento em Portugal”, concretiza,
Rui Monteiro acredita que as zonas menos populosas só se podem desenvolver “a partir da geração de atividades económicas que explorem a envolvente territorial de natureza rural”. É nessa ligação entre os centros urbanos e a sua envolvente agrícola e rural que estará a capacidade de transformar o território num território mais sustentável”, sustentou.
Já Manuel Barros, diretor regional do Norte do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), diz que o objetivo do Parlamento dos Jovens é “ assegurar que dentro das escolas haja um grande debate em torno do tema que foi escolhido para este ano”, assumindo que esta primeira conferência foi “excelente” por contar com a presença de um “técnico que trabalha diretamente com esta temática”.
“Este é, seguramente, um programa de educação para a cidadania que está cada vez mais afirmado, porque hoje as políticas locais e nacionais assentam cada vez mais numa relação entre a complementaridade da educação formal e não formal. Este Parlamento dos Jovens é um grande instrumento de educação não formal”, vaticinou.
O projeto “Parlamento dos Jovens” tem por objetivos educar para a participação cívica e política e dar a conhecer a Assembleia da República e respetivas regras parlamentares aos estudantes. Esta iniciativa visa ainda incentivar a discussão e reflexão, promover o debate democrático e estimular a capacidade de expressão e argumentação dos mais jovens.
Este ano, o tema é “Portugal: assimetrias litoral/interior, que soluções?”. Numa 1º Fase Escolar, na Sessão Escolar, os “deputados” eleitos por cada escola aprovam um Projeto de Recomendação e elegem deputados para a Sessão Distrital, propondo o tema central da edição. Chegados à Sessão Distrital, o objetivo é proporcionar às escolas participantes a vivência de uma sessão parlamentar com debate semelhante à Sessão Nacional, elegendo deputados nacionais. Depois, na Sessão Nacional, que acontece na Assembleia da República nos dias 23 e 24 de maio, vão participar 120 deputados estudantes, do continente e regiões autónomas portuguesas, da Europa e até de fora da Europa. Nesta sessão plenária, deverão ser aprovadas um máximo de 10 medidas para um Projeto de Recomendação a nível nacional.

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