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admin 15 Out 2015

APPACDM motiva duros ataques do autarca de Viana a vereador do PSD

Por causa da votação de um apoio excecional à Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM), esta quinta-feira, durante a reunião […]

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Por causa da votação de um apoio excecional à Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM), esta quinta-feira, durante a reunião de executivo, o autarca José Maria Costa atacou duramente o vereador do PSD Eduardo Teixeira. O líder socialista começou por invocar o código contributivo, segundo o qual as entidades públicas não estão proibidas de atribuir subsídios a instituições com dívidas à Segurança Social, desde que seja feita a retenção de 25% do montante a atribuir, para defender o apoio à APPACDM. “Assumindo a cativação de 25%, avanço com esta proposta para proteger os jovens e as suas famílias”, referiu o responsável.
No entanto, o adiamento de duas semanas na votação desta proposta, por causa de dúvidas que foram levantadas por Eduardo Teixeira sobre a eventual ilegalidade da medida, na última reunião, levaram José Maria Costa a acusar o vereador do PSD de não defender os interesses dos munícipes.
Dirigindo-se ao vereador laranja, o autarca acusou: “Aquilo que eu admirei foi a sua preocupação, há duas semanas, em colocar nas redes sociais o regozijo de não ter sido votada esta proposta”, afirmou, dizendo que Eduardo Teixeira foi “eleito para defender os munícipes, mesmo que seja contra o seu Governo”.
 “A sua intervenção foi sempre pôr-se ao lado da Segurança Social, trazendo dúvidas e insinuações, mas nunca dando o benefício da dúvida sobre a boa-fé da APPACDM”. “Defendeu sempre a ótica da Segurança Social, mas nunca defendeu a ótica dos que estão a penar, que são estas crianças”, continuou.
 “Você não foi capaz de despir a capa do interesse partidário. A sua prática reiterada ao longo dos últimos seis anos é defender o seu partido”, disse, acusando o vereador do PSD de “querer sempre deitar lama para que a APPACDM não seja ajudada, para ajudar os ‘boys’ que ajudou a colocar na Segurança Social, que são gente de lama, que não vale nada”.
José Maria Costa referiu mesmo que responsáveis distritais pela Segurança Social são “ralé, ‘boys’, o pior que há do ponto de vista da ‘boyada’ toda”, “incompetentes e gente que está a prejudicar o nosso concelho e 31 crianças”. Face a estas acusações, os três vereadores laranjas abandonaram a sala por cerca de 20 minutos, revelando estarem indignados com a “falta de respeito” e a “linguagem” utilizada pelo autarca.
Ilda Figueiredo, vereadora da CDU, considerou “inaceitável esta atuação da Segurança Social, seja quem for o responsável por isto”, dizendo que tem sido “um insulto à população carenciada e com problemas neste campo da deficiência”.
Depois do regresso do PSD, a proposta acabou por ser aprovada por unanimidade. Helena Marques começou por exigir “respeito” e um pedido de retratamento do líder da autarquia, mas tal não veio a acontecer. Já Marques Franco disse que lhe custava “ser acusado de defender o Governo”, considerando as acusações do autarca “injustas”. Eduardo Teixeira pediu defesa da honra e afirmou que em julho apoiou a APPACDM ao votar favoravelmente um primeiro apoio concedido pela Câmara Municipal.
No final do encontro, aos jornalistas, o visado manifestou “profunda indignação e repúdio” por “mais um ataque” do presidente da autarquia, dizendo que foi “uma atitude insensata, mal-educada, não condizente com um líder de município”.
José Maria Costa repetiu aos jornalistas as acusações, dizendo que o vereador do PSD “se coloca sempre do lado do Governo”. “Tenho direito a fazer a minha análise política. (…) De uma vez por todas, agora que deixou de ser deputado, a ver se ele passa a defender mais os interesses do município e dos vianenses”, afirmou.
O líder da autarquia lamentou, mais uma vez, a “insensibilidade” da Segurança Social regional e nacional, dizendo que mais parece uma “perseguição” a uma associação com 43 anos de existência. “Ninguém de bom juízo entende isto que está a acontecer, porque é que a Segurança Social está, de forma sistemática e objetiva, a tentar criar dificuldades a uma instituição que serve mais de 400 pessoas no distrito”, acusou.
Com a aprovação desta medida, a Câmara Municipal de Viana do Castelo vai atribuir 57 mil euros à APPACDM para garantir, desde setembro e até dezembro, o funcionamento dos dois Centros de Atividades Ocupacionais (CAO) que a associação tem no Cabedelo, e que o Instituto de Segurança Social (ISS) deixou de subsidiar. A Câmara Municipal justificou o apoio com a necessidade de garantir o funcionamento daquelas estruturas que acolhem 31 utentes e empregam 15 funcionários, até à conclusão dos processos que, entretanto, correm nos tribunais envolvendo a associação e o Instituto da Segurança Social.

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