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admin 06 Out 2015

Discoteca inaugurada em Viana na década de 60 vai ser transformada num museu de coleções

Hoje em dia, a história da “Gruta”, espaço na cidade de Viana do Castelo que funcionou como discoteca entre 1966 e 1975, já não se […]

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Hoje em dia, a história da “Gruta”, espaço na cidade de Viana do Castelo que funcionou como discoteca entre 1966 e 1975, já não se faz convívio e conversas entre amigos, mas sim de baú de memórias do atual proprietário e gerente da “Residencial Viana Mar”.
No interior da residencial situada na Avenida dos Combatentes da Grande Guerra, artéria principal da capital do Alto Minho, permanece intacta a decoração daquela que foi, na década de 60 do século passado, a primeira discoteca do Alto Minho, criada por António Cunha, empresário de renome na cidade, que faleceu há alguns anos.
 “A Gruta” faz parte do espaço da “Residencial Viana Mar”, que é gerido por Alcino Lemos, entusiasmado colecionador “de tudo e mais alguma coisa”. Mais de seis décadas de colecionismo permitiram ao empresário, que conta com 75 anos de idade, recolher “milhares e milhares” de artigos, desde  porta-chaves a vinis, passando por pins, livros, relógios e pequenas lembranças.
Começou a trabalhar aos 11 anos, como moço de recados num hotel de luxo, no Porto, e nunca mais abandonou o setor hoteleiro, o fez com que viajasse muito, ao longo de toda a vida. Apaixonado pelas coleções que possui, Alcino Lemos abriu à Geice as portas do seu espaço, revelando relíquias várias, como fotografias inéditas do artista Elton John na primeira edição do Festival Vilar de Mouros, no ano de 1971, bilhetes-postais com seis décadas de existência, moedas de variados países, recordações que trouxe de todos os cantos do mundo.
Este inverno, Alcino Lemos vai começar a trabalhar na transformação da antiga discoteca num museu que possa acolher tudo aquilo que foi colecionando ao longo da vida, mas sem mexer na arquitetura original da “Gruta”.
“Colecionador que se preze não se limita a uma coisa, coleciona de tudo”, explica, dizendo que “não deita nada fora”, pois tudo lhe lembra uma história ou um lugar.
“Tenho ali um porta-chaves que é uma miniatura de 100 dólares americanos, que comprei por 1 dólar. Na primeira vez que fui a Nova Iorque, fui parado na rua por um senhor que me entregou esta nota em miniatura que diz ‘Desculpe, continue a sorrir. Sou surdo-mudo, peço desculpa por o ter interrompido. Ando a vender esta miniatura de plástico de 100 dólares por 1 dólar’. Achei piada e dei-lhe o dólar”, conta, dizendo que esta história “é apenas uma de muitas, faz parte das minhas lembranças”, declara.

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