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admin 12 Out 2015

Equipa da UMinho identifica fármaco para a doença de Machado-Joseph

 Uma equipa do Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde da Universidade do Minho identificou um fármaco, o citalopram, para o tratamento da […]

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 Uma equipa do Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde da Universidade do Minho identificou um fármaco, o citalopram, para o tratamento da doença neuro-degenerativa de Machado-Joseph. Os testes em ratinhos confirmaram melhorias significativas na coordenação dos movimentos e no equilíbrio. A próxima etapa é o estudo clínico em humanos. O trabalho liderado por Patrícia Maciel acaba de sair na conhecida revista “Brain”. A doença de Machado-Joseph, atualmente incurável, é causada pela mutação do gene ATXN3, que provoca um mau funcionamento dos neurónios e leva os portadores a terem problemas de coordenação de movimentos, equilíbrio, articulação na fala e deglutição dos alimentos. Os sintomas agravam-se com o tempo, levando o doente a usar cadeira de rodas e, finalmente, a ficar acamado. Os cientistas da UMinho fizeram uma pesquisa abrangente de mais de 600 fármacos já aprovados para uso em humanos e disponíveis no mercado. O citalopram é geralmente usado como antidepressivo e um potente supressor da agregação e da toxicidade da proteína mutante no sistema nervoso. Os efeitos daquele fármaco foram observados quer no modelo transgénico da doença de Machado-Joseph, quer num modelo da doença em ratinhos. “Os ratinhos responderam muito bem ao tratamento, apresentando melhorias significativas ao nível da coordenação motora e de outros sintomas associados”, refere Patrícia Maciel. Estes resultados promissores apontam assim, como novo alvo terapêutico, a via da serotonina, que é uma espécie de mensageira entre os neurónios, regulando aspetos como a depressão, a tensão, o humor, o apetite e o sono. O estudo demonstra ainda que a estratégia de descobrir novos usos para fármacos já disponíveis pode ser útil no caso das doenças raras.

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