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admin 18 Out 2015

Estudo da UM conclui: Trabalho por turnos está a aumentar

O trabalho por turnos está a aumentar nas organizações laborais, fruto da globalização da economia e da concorrência do mercado. Quem o diz é Isabel […]

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O trabalho por turnos está a aumentar nas organizações laborais, fruto da globalização da economia e da concorrência do mercado. Quem o diz é Isabel Silva, professora da Escola de Psicologia da Universidade do Minho que dedicou a tese de doutoramento ao tema. O horário noturno é o que acarreta mais dificuldades, pois está associado a vários problemas de saúde e compromete a vida social e familiar dos funcionários. O trabalho por turnos está presente em 10% da força de trabalho em Portugal. No resto da União Europeia, a média é de 17%. Os estudos revelam que os horários menos apreciados pelos funcionários implicam o período do anoitecer (evening shift), as noites e os fins-de-semana. “A sociedade é organizada tendo em conta um padrão mais diurno, basta olhar para o funcionamento da maioria dos serviços públicos. Em termos sociais e familiares, os finais de dia e os fins-de-semana são mais valorizados. Por isso, quanto mais os horários se afastarem da organização temporal da sociedade, maior será a probabilidade de existirem queixas a vários níveis”, afirma Isabel Silva. Apesar de ser melhor remunerado, o horário noturno está associado a mais problemas de saúde e bem-estar. “A maioria sente dificuldades em adormecer, queixa-se do sono mais fragmentado e menos recuperador”, diz a investigadora. Para além das alterações de humor, associadas em boa parte à falta de repouso, o trabalho noturno está relacionado com complicações gastrointestinais, como mudanças no apetite, azia ou dores de estômago, decorrentes, muitas vezes, da alimentação inapropriada praticada durante esse período, do consumo excessivo de café ou da atividade digestiva exigida ao longo da noite. Os trabalhadores noturnos têm também um risco acrescido no desenvolvimento de doenças cardiovasculares e cancerígenas, quando comparados com os que estão em regime diurno. No âmbito familiar, a diversidade de horários pode até beneficiar a gestão de alguns agregados, mas no grosso dos casos requer maior planeamento devido à articulação de vários horários. Ainda assim, ter uma profissão com horários irregulares, sobretudo noturnos, não acarreta necessariamente problemas relacionais, nota Isabel Silva. “Em alguns casos até favorece a partilha da educação dos filhos e a organização doméstica. As principais dificuldades decorrem sobretudo da falta de tempo livre em comum”, acrescenta.

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