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admin 30 Out 2015

Instalações da UGT inauguradas em Viana: Secretário-geral refere “foco de desemprego” no distrito

Foram oficialmente inauguradas, esta quinta-feira, as instalações da União Geral de Trabalhadores  (UGT)  em Viana do Castelo. Carlos Silva, secretário-geral da estrutura sindical, referiu à […]

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Foram oficialmente inauguradas, esta quinta-feira, as instalações da União Geral de Trabalhadores  (UGT)  em Viana do Castelo. Carlos Silva, secretário-geral da estrutura sindical, referiu à Geice o “exemplo negativo” de Viana do Castelo, distrito que considera ser um “foco de desemprego”.
“O distrito de Viana do Castelo é um distrito exemplar, do ponto de vista negativo, daquilo que é o foco do desemprego. A questão dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) provocou consequências e danos em centenas de famílias que tão rapidamente não serão debelados”, lamentou.
“O próprio Governo não teve condições, ou não quis, de obter uma solução pacífica, que garantisse a manutenção económica dos ENVC ao serviço do país e que evitasse o drama que foi o despedimento coletivo de cerca de 600 trabalhadores”, referiu.
“Continua a ser um distrito com elevada taxa de desemprego, mais ou menos como o nível nacional, (…) e as empresas continuam a não ter confiança”, afirmou Carlos Silva, numa inauguração onde marcou também presença a presidente da UGT, Lucinda Dâmaso.
João Cruz, presidente da UGT de Viana do Castelo, referiu que esta nova sede “tem todas as condições como espaço de trabalho e para prestar serviços de âmbito sindical e para todos aqueles que precisem de recorrer à estrutura sindical”. “Fazemos a sindicalização direta de todos aqueles trabalhadores que, no nosso distrito, não têm um sindicato de classe que os represente”, afirmou, dizendo que vão “continuar a fazer ações de formação em todo o distrito”.
José Maria Costa, presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, marcou presença na cerimónia, deixou votos “para que este novo espaço possa servir para o crescimento do movimento sindical e ajude a aumentar a dignidade do trabalho”. Recordou a forma “inglória e pouco digna” com que as seis centenas de trabalhadores dos Estaleiros Navais foram demitidas, referindo os dados “dilacerantes” do desemprego a nível nacional.
“Temos cerca de 700 mil portugueses a recibos verdes, com precariedade de trabalho, numa situação difícil. Gostaria que todos aqueles que têm filhos – como eu tenho – , e que têm filhos no estrangeiro, pudessem ver os filhos a regressar ao país, com condições laborais mais dignas”, realçou.

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