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admin 17 Nov 2015

Automobilismo: Rally de Portugal no Norte teve impacto record na economia da Região

O impacto económico da edição 49ª do Rally de Portugal realizada na Região do Norte resultou num crescimento de 17,9 milhões de euros face à […]

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O impacto económico da edição 49ª do Rally de Portugal realizada na Região do Norte resultou num crescimento de 17,9 milhões de euros face à edição do ano passado (mais 16,4 por cento). O “Estudo do impacto do WRC Vodafone Rally de Portugal na economia do Turismo e Formação da imagem dos destinos: Região Norte de Portugal – edição 2015”, 12 de novembro, apresentado no Porto, revela que o Rally teve, este ano, um impacto económico total estimado em 127,4 milhões de euros, o que é um valor record.
Elaborado pelo Centro Internacional de Investigação em Território e Turismo da Universidade do Algarve em parceria com a Universidade do Minho, o “Estudo do impacto do WRC Vodafone Rally de Portugal” resume os principais resultados e consequências da realização, em maio passado, da prova de 2015 na Região do Norte, naquela que foi a edição do regresso às origens ao fim de 14 anos de ausência.
De acordo com o Estudo, o WRC Vodafone Rally de Portugal – o “maior evento desportivo anual realizado em Portugal” – “é inequivocamente, um veículo de projecção nacional e internacional de uma boa imagem do Norte de Portugal” que “gera impactos económicos inigualáveis em termos de eventos organizados” no País.
Os dados revelam que “a despesa direta total gerada pelo WRC Vodafone Rally de Portugal 2015 na economia do turismo no Norte de Portugal, assegurada por adeptos e equipas, atingiu os 65,2 milhões de euros, estabelecendo um novo patamar máximo do evento e refletindo um acréscimo de 18,8 por cento face à edição de 2014, isto é, mais 10,3 milhões de euros”.
A receita fiscal proporcionada ao Estado pelo volume e tipologia de despesas dos adeptos, “com destaque para o setor da alimentação e bebidas, transportes internos e alojamento” atinge “os 24,3 milhões de euros em termos de IVA e ISP”.
Na perspetiva da exportação de serviços associados ao Rally como produto turístico, “estima-se que 46,5 por cento desta despesa direta teve origem não nacional, isto é, realizada por adeptos não residentes em Portugal e cujo motivo de visita foi a assistência ao Rally”, o que terá gerado “um fluxo de exportações de turismo no valor imediato de 30,3 milhões de euros”.
Além destes impactos, o Estudo refere que “a dimensão do Rally, associada à capacidade de projecção da (boa) imagem do evento e do destino através dos media, tendo por base os dados relativos às sete primeiras provas do calendário WRC de 2015 (nas quais se inclui o Rally de Portugal), é estimado um total de audiência acumulada de 444,6 milhões de espectadores, sendo que o WRC Vodafone Rally de Portugal foi responsável por 73,5 milhões, ou seja, 15 por cento do total”. Os principais mercados atingidos foram a Polónia, França, Espanha, Finlândia e Itália.
Ainda de acordo com o Estudo, “a valorização do retorno económico pela valorização da projeção do destino entre esta audiência […] permite projectar que o WRC Vodafone Rally de Portugal 2015 gerou um impacto adicional indireto de 62,2 milhões de euros, dando assim origem a um volume total de 127,4 milhões de euros na economia do turismo e imagem do destino.

“Contra factos não há argumentos”
“Contra factos não há argumentos”, afirmou, na sessão de apresentação do Estudo, o presidente do Automóvel Club de Portugal (ACP), Carlos Barbosa. “A Região do Norte deu uma grande estalada em Lisboa, nomeadamente ao Ministério da Economia e ao Turismo de Portugal. As câmaras uniram-se, com o apoio do TPNP (Turismo do Porto e Norte de Portugal) e da CCDR-N (Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte), num enorme projeto de sucesso que é o Rally de Portugal. Este retorno record, superior a 127 milhões de euros, foi, como se viu, um péssimo negócio para os incompetentes que estiveram na base da recusa em apoiar o Rally – Pires de Lima, Mesquita Nunes, Cotrim Figueiredo e Luis Matoso. O país está de parabéns! Temos um dos melhores, senão mesmo o melhor, rally do mundo”.
O presidente da CCDR-N, Emídio Gomes, sublinhou que os resultados evidenciados pelo Estudo “ultrapassaram todas as expectativas” e fez questão de salientar que “dos 65 milhões de euros em gastos diretos, 55 milhões derivaram de exportação pura e dura, já que foi dinheiro despendido na Região por estrangeiros e visitantes externos”. Para Emídio Gomes, “o grande beneficiário, para além do País no seu todo, foi o Governo, que encaixou cerca de 24 milhões de euros em impostos”.
Os 13 municípios que acolheram a 49ª edição do Rally de Portugal fizeram-se representar na sessão pelo presidente da Câmara Municipal de Lourosa, Pedro Machado, que fez questão de felicitar o ACP “pela coragem em trazer a prova para o seu berço, a sua origem, revelando grande coragem e determinação”, o TPNP pela “posição decisiva para ultrapassar a falta de financiamento” e a CCDR-N pela “sua total independência e interesse em defender a Região do Norte”.
Por último, o presidente do TPNP, Melchior Moreira, lembrou que “nunca tivemos dúvidas quanto aos resultados”. “O que hoje se revela é o exemplo de como um evento une uma Região, afirma um destino e consolida uma marca, através do cross selling entre públicos e privados. Se Portugal está no top dos destinos turísticos, que não restem dúvidas de que se deve às marcas regionais.”
Comparticipada em 85 por cento por fundos canalizados pelo programa operacional ON.2 “O Novo Norte”, a 49ª edição do Rally de Portugal decorreu na Região do Norte depois de 14 anos de ausência e abrangeu os municípios de Amarante, Baião, Caminha, Fafe, Guimarães, Lousada, Matosinhos, Mondim de Basto, Paredes, Ponte de Lima, Valongo, Viana do Castelo e Vieira do Minho.
O “Estudo do impacto do WRC Vodafone Rally de Portugal na economia do Turismo e Formação da imagem dos destinos: Região Norte de Portugal – edição 2015” foi desenvolvido ao longo de nove meses, entre Janeiro e Setembro de 2015, sendo a equipa de investigação composta pelo Prof. Doutor Fernando Perna (coordenador e Economia Regional), Profª. Doutora Maria João Custódio (Imagem e Marketing de Destino) e Mestre Vanessa Oliveira (Field and Data Research).

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