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admin 04 Nov 2015

Grupo Desportivo e Cultural dos trabalhadores dos ENVC muda de sede ao fim de 50 anos

  Quase cinco décadas depois, o Grupo Desportivo e Cultural dos Trabalhadores dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo vai mudar a localização da sua […]

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Quase cinco décadas depois, o Grupo Desportivo e Cultural dos Trabalhadores dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo vai mudar a localização da sua sede. O grupo criado por trabalhadores dos antigos ENVC vai abandonar o edifício localizado nas traseiras do Largo das Almas, espaço onde estava instalado desde a fundação. O facto de não terem chegado a acordo com o proprietário do espaço quanto à duração do contrato e o valor a pagar vaticinou esta alteração.
Manuel Ramos, presidente do  Grupo Desportivo e Cultural dos Trabalhadores dos ENVC, revelou à Geice que a sede, até agosto de 2014, estava com os ENVC como “inquilino” e, depois disso, o proprietário “tornou muito difícil um novo contrato porque nunca admitiu que este ultrapassasse os três anos e pelo valor exorbitante que pedia”. Até 31 de dezembro o Grupo Desportivo e Cultural “vai ter que deixar o espaço que ocupa há quase 50 anos e mudar-se para outro local dentro da cidade”.
Desde a fundação do Grupo Desportivo e Cultural, em 1967, e até ao encerramento dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) a renda do imóvel, foi sempre paga pela empresa pública, mas após a subconcessão ao grupo Martifer, foi denunciado o contrato com efeito até 31 de agosto. “Tentamos renovar o contrato mas não chegámos a acordo”, explicou Manuel Ramos.
O Grupo Desportivo e Cultural foi fundado a 09 de fevereiro de 1967 e, ainda hoje, depois da subconcessão da empresa vianense, reúne cerca de mil sócios, sobretudo antigos funcionários da empresa pública que está em processo de liquidação. O edifício, no centro da cidade, dispõe de uma sala para convívio social, espaço para jogos de mesa, uma biblioteca e uma sala de leitura. Algumas das valências, por exemplo um auditório para projeção de cinema, são utilizadas pela comunidade local.
Em setembro de 2014, recorde-se, entrou em vigor um protocolo estabelecido entre a Câmara Municipal de Viana do Castelo e a coletividade para que fosse concedido um apoio de 500 euros por mês, durante um ano, para assegurar a atividade do grupo, evitando a sua extinção.
A sede do grupo deverá ficar instalada na Avenida Rocha Páris, também no centro da cidade, e a reabertura no novo lugar deverá acontecer no início de 2016. Manuel Ramos explica que ainda vão ter de fazer algumas obras “com vista a criar as condições mínimas ao funcionamento da coletividade”. “Estamos a contar com o apoio da Câmara de Viana do Castelo, com a União de Freguesias de Viana do Castelo e dos associados”, revelou o responsável.

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