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admin 05 Nov 2015

Julgamento do blogger que difamou Diocese de Viana a chegar ao fim

Está quase a terminar o julgamento do blogger que terá difamado a Diocese de Viana do Castelo através de uma página criada com o objetivo […]

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Está quase a terminar o julgamento do blogger que terá difamado a Diocese de Viana do Castelo através de uma página criada com o objetivo de revelar os alegados “podres” dos párocos locais. Dia 26 de novembro, às 9 horas da manhã, serão apresentadas, no Tribunal Judicial de Viana do Castelo, as alegações finais. Esta quarta-feira, no tribunal, foi ouvida mais uma testemunha e o padre Alfredo Sousa, enquanto assistente e visado no referido blogue.
O caso remonta a abril de 2012, quando Marco Ribeiro, acusado no processo, criou o blogue com o título “Os podres da diocese de Viana do Castelo” e o subtítulo “Burlas, prostituição, homossexualidade, casamentos destruídos, injustiças, entre muitos outros casos ocorridos na diocese de Viana do Castelo”. Ao longo de vários meses, o arguido relatou situações que representariam práticas menos condicentes com a postura do clero, publicando “fotografias e dados pessoais, profissionais e até de familiares” dos visados.
Atualmente com 25 anos e emigrado no Canadá, o arguido está a ser acusado dos crimes de difamação agravada e devassa da vida privada do bispo, de seis padres e de uma funcionária da Diocese de Viana do Castelo, através da criação do blogue. Segundo a acusação do Ministério Público (MP), o homem, natural de Barcelos, está acusado de sete crimes de difamação agravados e oito crimes de devassa da vida privada.
Esta quarta-feira, a terceira sessão do julgamento começou Cristina Maria, auxiliar de ação educativa e funcionária da Casa Paroquial de Vila Nova de Anha há 30 anos, a revelar aquilo que sabia sobre o assunto. Explicou a testemunha que, “um dia, o senhor padre chegou muito transtornado, quase em lágrimas, muito em baixo de forma”. Depois de alguma insistência, Alfredo Sousa, amigo pessoal da testemunha, apresentou o conteúdo do blogue.
Conhecendo o padre há muitos anos, Cristina Maria não acreditou nas acusações mas, explica, “pessoas vizinhas andavam com computadores portáteis a mostrar” a página e a “falar” das acusações dirigidas ao pároco da freguesia vianense que “estava lá [no blogue] como um caso dos que abusavam de crianças no seminário”. “As pessoas ficaram com uma imagem um bocado distorcida do Padre Alfredo, perguntavam se seria ou não verdade”, assegurou. “Sou funcionária da Casa Paroquial há 30 anos, convivo diariamente com ele, sei que não é verdade”, assumiu.
Nesta sessão, também o visado, Alfredo Sousa, revelou como teve conhecimento das acusações que lhe eram dirigidas. Explicou que, antes de o blogue ter sido criado, Marco Ribeiro, lhe mandou, “ao mesmo tempo que mandou para muitos outros”, através do correio eletrónico, um dossiê com acusações a diversos membros da Diocese vianense.
Já na anterior sessão do julgamento, Vasco Gonçalves, pároco de Monserrate e outro dos visados, revelou que as difamações que foram publicadas no blogue colocaram “no limiar da depressão” alguns padres.
Na acusação, o Ministério Público considerou as publicações do blogue criado por Marco Ribeiro “violadoras da honra e dignidade dos visados, quer como pessoas, quer como membros do clero, agravando o facto de com as mesmas serem publicadas fotografias, moradas e números de telefone, pertencentes à vida privada dos visados e que assim possibilitou a sua maior divulgação, identificação e contacto”.

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