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admin 12 Nov 2015

Pedro do Ó Ramos: “Comunistas detestam os socialistas e não suportam Bloco de Esquerda”

Esta quarta-feira à noite, uma unidade hoteleira de Viana do Castelo recebeu as Jornadas PSD/CDS-PP “Portugal Caminhos de Futuro”, que foram dominadas pela queda do […]

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Esta quarta-feira à noite, uma unidade hoteleira de Viana do Castelo recebeu as Jornadas PSD/CDS-PP “Portugal Caminhos de Futuro”, que foram dominadas pela queda do Governo da coligação e pela “usurpação de poder sem precedentes” alegadamente orquestrada por António Costa.
A abrir a sessão, Olegário Gonçalves, da distrital PSD, e Abel Baptista, do CDS, abriram as jornadas, referindo que as mesmas iam incidir “sobre as condições políticas que atualmente atravessámos”. Tendo em conta o chumbo do programa do Governo, que levou à queda do mesmo, os dois oradores convidados, Cecília Meireles, deputada do CDS, e Pedro do Ó Ramos, do PSD, basearam as intervenções em críticas à nova coligação, constituída por Partido Socialista, Partido Comunista Português e Bloco de Esquerda.
A deputada Cecília Meireles destacou as “ironias dos últimos dias”, dizendo já ter visto “muitos Governos serem criticados por não fazerem aquilo que tinham cumprido, mas esta foi a primeira vez que vi dois partidos, duas forças políticas, a serem criticadas por estarem a cumprir o que tinha sido prometido e que tinha sido sufragado”.
“Uma das coisas que ficou penosamente nítido é que, estivesse o que estivesse naquele programa de Governo, nunca seria aprovado”, referiu, afirmando que esta “não era uma questão de propostas, mas sim de protagonistas”. “É como se as eleições nunca tivessem existido”, lamentou.
“Em Portugal, quem ganhava, governava. Essa tradição foi agora quebrada. Esta tradição tem uma forte razão de ser: o respeito pela democracia. Agora, será o líder do partido que perde a governar o país”, referiu a representante do CDS.
A deputada criticou a “falta de transparência” da nova coligação, que nunca admitiu, durante a campanha eleitoral, que se poderia unir para fazer Governo, dizendo que “é isso que a torna ilegítima”. “As pessoas não tinham conhecimento de que isto poderia acontecer quando votaram”, criticou, manifestando “indignação porque isto não deve acontecer em democracia e não podemos deixar que caia no esquecimento”. “O meu segundo sentimento é o de instabilidade e de incerteza, porque o futuro ainda é uma incógnita”, concluiu.
Pedro do Ó Ramos, nomeado Secretário de Estado do Mar, do XX Governo Constitucional, que acabou por cair, criticou duramente a nova coligação à esquerda. Começou por referiu que António Costa é “um manhoso na política portuguesa”, dizendo que é preciso “reparar” no percurso político do socialista. “É preciso ver o que ele fez a António José Seguro; é preciso ver o que fez nestas eleições, quando antes nunca referiu esta hipótese. Percebeu-se logo na noite das eleições que PCP e BE estavam disponíveis para o jogo que ele queria montar”, reforçou. Recordou que, em situações passadas, o PSD e o CDS “sempre viabilizaram orçamentos do PS quando o partido precisou”.
“Tive o cuidado de ver os programas eleitorais do PCP e do BE. O Partido Comunista não muda, é muito ortodoxo, eles detestam os socialistas, não os suportam desde o tempo do Mário Soares”, acrescentou.
“O António Costa quer muito ser Primeiro-Ministro e os dois partidos perceberam isso. O Partido Comunista detesta os socialistas e não suporta o Bloco de Esquerda, mas diz que esta solução é a que dá a estabilidade ao país”, ironizou o Secretário de Estado.
“A sede de poder de António Costa era tanta que ele só rezava para que nós não ganhássemos as eleições com maioria absoluta”, acusou, referindo que esta é “uma usurpação de poder que não tem precedentes”.
O governante criticou duramente os comunistas, afirmando que “eles já se intitulam donos disto tudo”. “O PCP quer verdadeiramente um regime totalitário em Portugal, vão fazer os possíveis para encher quadros da função pública com comunistas”, declarou. “Este é o ar fresco de que eles precisavam para seguir o que Lenine e Marx defendiam”, terminou, acrescentando que a coligação PSD/CDS vai ter de fazer “uma oposição muito dura” para defender Portugal.

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