FECHAR
Logo
Capa
A TOCAR Nome da música AUTOR
admin 20 Dez 2015

Auto de Natal de Alvarães “abençoado” com muita chuva

Apesar da muita chuva que teimava em cair, este sábado, ao final da tarde, o Auto de Natal da freguesia de Alvarães, no concelho de […]

Acessibilidade

Ouvir
Aumentar Texto Diminuir Texto
Contraste Contraste

Apesar da muita chuva que teimava em cair, este sábado, ao final da tarde, o Auto de Natal da freguesia de Alvarães, no concelho de Viana do Castelo, saiu à rua, com mais de 130 figurantes. Apesar do vento e da chuva, ao longo de uma hora e meia, percorreram-se as 12 estações do Auto, sempre com centenas de pessoas a acompanharem o momento, num percurso de três quilómetros entre as duas igrejas da freguesia.
Rosa Sousa, de 43 anos, representou um elemento do povo, por considerar “muito importante” a realização deste tipo de iniciativas para preservar as tradições. “Nesta altura do ano, é importante esta união. Toda a gente vem ver, pessoas da freguesia e pessoas de fora”, sustentou. Juntou-se, pela primeira vez, a uma iniciativa deste género, fazendo-se acompanhar pelos dois filhos, de 8 e 11 anos. “Eles convenceram-me a vir”, assumiu.
Um dos filhos, André Sousa Barros, de 8 anos de idade, ouviu falar deste Auto de Natal através do reitor, “que disse na missa”. O irmão, Daniel Barros, de 11, indicou que “estamos aqui todos juntos e o resto da família vem ver”. “É uma forma de unir a nossa freguesia e todos vêm ver as nossas representações”, realçou.
Já Rafael Lima, de 15 anos, disse à Geice que, “quando era mais pequeno, gostava de ver as representações, pelo que resolvi participar, este ano”. Um dos amigos, Rodrigo Neves, representou uma criança do povo e referiu que “toda a gente gosta” de participar. Resolveram vir em grupo para este Auto, com colegas de escola, amigos e familiares.
O Auto de Natal começou com a primeira estação, “A Anunciação do Anjo Gabriel a Maria”, com uma encenação em frente à Igreja de São José, na Costeira. A partir daí, a quase centena e meia de figurantes apresentou quadros vivos diversos, como “O Anjo do Senhor fala em sonhos a José”,” José recebe Maria por esposa”, a visita de Maria a sua prima Isabel, “César Augusto decreta o recenseamento de toda a terra”, a viagem de José e Maria a caminho de Belém, “Jesus nasce no Presépio em Belém”, “A anunciação dos Anjos aos Pastores”, “Os Magos perante o Rei Herodes” e, finalmente, “A adoração dos Magos”. O Auto de Natal, realizado pela primeira vez, terminou com “A apresentação de Jesus no Templo”, numa Igreja Matriz de Alvarães completamente cheia.
Fernando Martins, autarca de Alvarães, indicou que este momento de fé mostrou “a união da comunidade”. “Todos estes atos, feitos por voluntários e por muitos jovens de associações e de grupos da freguesia, com o apoio da comunidade, são bastante agradáveis de se ver”, referiu, dizendo que “o tempo está a prejudicar um bocadinho, mas faz parte da vida”.
“Tivemos muita gente empenhada, muito trabalho da juventude para poderem montar os diferentes cenários. O mais importante é a participação colectiva da população. Isto é quase dos 3 meses aos 70 anos. Em alguns quadros temos crianças muito pequenas, que representam o Menino Jesus”, frisou ainda.
Já António Gonçalves, pároco da freguesia, mostrou-se feliz com a participação de todos, referindo que “é sempre agradável ver que a maior parte das pessoas adere”. “Felizmente temos esta tradição de celebrar bem o Natal e tudo o que se relaciona com o Natal é motivo de alegria e as pessoas aderem”, sustentou. “As pessoas aguentaram, apesar do tempo inclemente, e sinto alegria por ver o povo unido pela fé”, defendeu.
No final do Auto de Natal, Júlio Vieira, catequista de 19 anos e um dos responsáveis pela organização do evento, referiu que foi “um trabalho moroso pois tivemos de arranjar mais de 130 pessoas para representarem os 12 quadros deste Auto de Natal, até ao nascimento de Cristo”. “Depois também tivemos de arranjar os animais, como o burro, a vaca, as ovelhas e as cabras, além de muitas coisas que foram surgindo ao longo deste mês de organização”, sustentou.
“Podíamos ter tido mais gente, mas o facto de termos algumas pessoas carimba um bocadinho de sucesso a este evento. Não foi como nós gostávamos, mas foi como se pôde realizar, por causa da chuva e pelo facto de ter sido a primeira vez”, garantiu o responsável.

Comentários

Últimas notícias

mais notícias

Últimos podcasts

mais podcasts