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admin 04 Dez 2015

Rede Europeia Anti-Pobreza lamenta ausência da CIM Alto Minho e CCDR-Norte em debate

Esta sexta-feira, o núcleo de Viana do Castelo da EAPN – Rede Europeia Anti-Pobreza promoveu uma mesa redonda para debater a forma como o atraso […]

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Esta sexta-feira, o núcleo de Viana do Castelo da EAPN – Rede Europeia Anti-Pobreza promoveu uma mesa redonda para debater a forma como o atraso nos fundos comunitários está a afetar os carenciados da região e a ausência da CIM e da CCDR-N foi lamentada. A Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) foram os dois grandes ausentes neste encontro que aconteceu no Museu de Artes Decorativas, na cidade de Viana, com o tema “Os fundos comunitários e a luta contra a pobreza e desigualdade no Alto Minho…um debate urgente!”.
Hélder Pena, representante do núcleo vianense da Rede Europeia Anti-Pobreza, começou a sessão a pedir “desculpa” pelas ausências. O responsável fez questão de destacar a ausência da CCDR-Norte, “que nem respondeu ao convite” e disse que “se calhar foi o tema – que é pouco cativante -, pois a luta contra a pobreza incomoda muita gente”. Também a ausência da CIM Alto Minho foi notada, com a organização a dizer que é “um bocado incompreensível, porque eles têm cerca de 40 funcionários e ninguém teve disponibilidade para participar”.
“Numa altura em que as pessoas atravessam situações muito difíceis, as respostas estão a falhar, muito por causa dos atrasos no novo quadro comunitário”, referiu o representante da rede europeia.  “Nós queríamos, mas já não vamos ter essa possibilidade porque a CCDR não apareceu, refletir sobre o atraso dos fundos comunitários e no impacto que esse atraso está a ter nas respostas sociais”, declarou Hélder Pena.
“Podemos garantidamente avançar com cerca de 25% da população do distrito em situação de pobreza, números muito graves”, referiu, considerando que “as respostas são insuficientes e estes atrasos nos fundos comunitários ainda vêm agravar”.
Fátima Veiga, da EAPN Portugal, também disse que “o facto de a CCDR-Norte não estar cá é sintomático. É sintomático de que isto não interessa muito às instâncias que decidem os programas comunitários”, confessando não estar otimista com o novo quadro comunitário, que está muito atrasado e vai até 2020.
Também Manuela Coutinho, da Segurança Social distrital, destacou a pobreza existente, referindo que os pedidos de ajuda “batem-nos à porta constantemente”. Frisou o isolamento dos mais velhos e o aumento da esperança média de vida, dizendo que é uma “falsa verdade” a ideia de que os idosos não se querem adaptar às novas tecnologias. A responsável considerou que as novas tecnologias “podem ser usadas para o bem-estar de todos”, estreitando relações e reforçando laços entre “os mais velhos e os filhos que emigram”.
Na mesa redonda “Os fundos comunitários e a luta contra a pobreza e desigualdade no Alto Minho…um debate urgente!”, que aconteceu no Museu de Artes Decorativas de Viana do Castelo, marcaram presença a ADRIMINHO (Associação de Desenvolvimento Rural Integrado do Vale do Minho), a UDIPSS (União Distrital IPSS (Viana do Castelo) e o ISS / CDSS (Centro Distrital Segurança Social de Viana do Castelo).

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