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admin 03 Dez 2015

Seminário pretende criação de estratégia para promover educação de adultos

Esta quinta-feira à tarde, a cidade de Viana do Castelo acolheu o I Seminário de Orientação, Educação e Formação ao Longo da Vida. Como referiram […]

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Esta quinta-feira à tarde, a cidade de Viana do Castelo acolheu o I Seminário de Orientação, Educação e Formação ao Longo da Vida. Como referiram os participantes na sessão de abertura, o país ainda tem um longo caminho pela frente, para contrariar os “dados preocupantes” no que toca à educação de adultos.
José Luís Presa, presidente da Coopetape – Cooperativa de Ensino e diretor da ETAP – Escola Profissional, abriu a sessão e declarou que “temos um caminho muito grande para fazer no que toca a educação e formação ao longo da vida”. “Foram dados passos gigantescos, principalmente depois do 25 de abril de 1974, nesta matéria”, referiu o responsável, assumindo, no entanto, que “não chega a quantidade, é preciso ter em conta a qualidade daquilo que se faz”.
O presidente da Coopetape disse ainda que “o nosso panorama, em termos daquilo que são as qualificações dos adultos, é algo que nos deve preocupar a todos e que deve mobilizar todos para conseguirmos delinear uma estratégia”.
“Creio que só conseguimos reduzir o abandono e o insucesso escolar se tivermos alunos motivados na sala de aula. Para os motivarmos, temos de saber quais são os seus centros de interesse e as suas orientações pessoais e profissionais”, explicou.
“Tenho alunos que fazem 100 quilómetros por dia para vir estudar e não desistem. Tenho outros que moram a 500 metros da escola e, à primeira oportunidade, desistem”, frisou.
Já Maria José Guerreiro, vereadora com o pelouro da Educação na Câmara de Viana, pediu a união entre as diferentes instituições, dizendo que para a definição de estratégias “é preciso ter escala”. “Temos todos de concordar que esta área não tem sido propriamente a área mais acarinhada, mas é bom que comece a sê-lo”, revelou a representante da autarquia, dizendo que também é “muito importante que a qualificação e o ensino profissional sejam discutidas com as autarquias”.
Gonçalo Xufre, presidente da ANQEP – Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional, afirmou que, até há uns anos, “segregava-se” a educação para adultos e destacou  o facto de não se poder pensar em educação de adultos “voltando a sentar o adulto num banco de escola e tratando-o como se fosse um jovem de quinze anos”. “Não podemos obrigar as pessoas a aprender aquilo que já sabem”, realçou, destacando a importância dos Centros para a Qualificação e o Ensino Profissional como forma de credenciar os conhecimentos conquistados ao longo da vida.
Gonçalo Xufre considera que o reconhecimento de competências “posiciona o adulto num percurso em que está vai adquirir mais competências”, em vez de apenas servir para validar os conhecimentos já adquiridos.
Este primeiro seminário foi promovido pelos CQEP – Centros para a Qualificação e o Ensino Profissional do território litoral de Matosinhos a Valença, integrantes da  Rede Integrada de Qualificação de Norte Litoral. O encontro serviu para debater temas como “as correntes da Europa”, “Educação de Adultos, uma emergência social” e os “caminhos” para a formação ao longo da vida.

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