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admin 12 Abr 2016

Autarquia previne efeitos: Esposende avança com Plano Municipal de Combate à Vespa Velutina

Com o intuito de operacionalizar o Plano Municipal de Combate à Vespa Velutina, o Município de Esposende estabeleceu um protocolo de colaboração com a Cooperativa […]

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Com o intuito de operacionalizar o Plano Municipal de Combate à Vespa Velutina, o Município de Esposende estabeleceu um protocolo de colaboração com a Cooperativa Agrícola de Esposende, que vigorará durante três anos. Com esta parceria, a destruição dos ninhos, que antes era executada pelo Serviço Municipal de Segurança e Proteção Civil, passa a ser assegurado pela Cooperativa Agrícola. Neste sentido, o Município irá transferir o montante de 20 mil euros para a aquisição de seguros, equipamentos de proteção individual e operacional, atribuindo 60 euros por cada ninho destruído, até ao montante máximo anual de 3 mil euros. Elaborado em consonância com o “Plano Nacional de Ação para a Vigilância e Controlo da Vespa velutina em Portugal”, o Plano de Combate à Vespa Velutina do Município tipifica as responsabilidades, procedimentos e tarefas atribuídas às diversas entidades oficiais, apicultores e outros intervenientes, e abrange as ações a desenvolver para diminuir o impacto causado pela Vespa velutina, também conhecida por vespa asiática, nas zonas onde já se encontra instalada. O principal objetivo deste plano será promover a irradicação deste invasor, assim como prevenir a disseminação da espécie a outras áreas. Este Plano visa garantir a salvaguarda do setor apícola e agrícola, segurança dos munícipes e minimização dos impactos no ecossistema. Com efeito, a vespa velutina é conhecida como uma agressiva predadora da abelha europeia (Apis mellifera), causando baixas elevadas nas suas populações e prejuízos avultados no setor apícola. A agricultura sofre também o impacto negativo desta espécie invasora, na medida em que tem influência direta na diminuição das abelhas, que são importantes polinizadores de plantas cultivadas pela agricultura, e, por conseguinte, na diminuição da produção de frutos. Ao nível ambiental, também tem efeitos nefastos, podendo eliminar alguns insetos polinizadores específicos e, deste modo, comprometer a reprodução de algumas plantas. Esta espécie poderá ter, ainda, implicações ao nível da segurança de pessoas, constituindo uma ameaça, que importa travar. O Plano Municipal de Combate à Vespa Velutina está disponível no Serviço Municipal de Segurança e Proteção Civil e na posse de todos agentes de proteção civil do concelho. Desde que foi detetada a sua presença no concelho, o Município de Esposende procedeu já à destruição de cerca de 486 ninhos. As intervenções foram desenvolvidas em período noturno, altura em que os insetos estão todos recolhidos nos ninhos e não conseguem ter visibilidade para atacar, e, por ser o método mais eficaz, a eliminação dos ninhos é feita por incineração. Em 2015, foram picadas 12 pessoas por esta espécie, no concelho de Esposende, tendo a sua maioria recebido assistência hospitalar.

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