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admin 05 Abr 2016

Escolas do distrito são “referência” no Ensino Especial mas queixam-se de falta de recursos

  Sandra Pontedeira e Alexandre Quintanilha, deputados do Partido Socialista, visitaram o distrito de Viana do Castelo para conhecer dois casos que são considerados “referência” […]

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Sandra Pontedeira e Alexandre Quintanilha, deputados do Partido Socialista, visitaram o distrito de Viana do Castelo para conhecer dois casos que são considerados “referência” no que toca ao Ensino Especial, mas admitem preocupação com a falta de recursos humanos. Esta segunda-feira, os deputados visitaram a Escola Básica de Paredes de Coura e a Escola Básica 2º e 3º ciclo Carteado Mena, em Darque. Embora admitindo a “excelência” do trabalho desenvolvido pelas escolas, mostram-se preocupados com a falta de recursos humanos especializados.
Sandra Pontedeira, deputada eleita por Viana do Castelo, realçou o facto de as escolas visitadas fazerem parte de “agrupamentos de referência para determinadas necessidades”. O Agrupamento de Escolas de Monte da Ola, que inclui a Escola Carteado Mena, é referência no autismo e na multideficiência, e a Escola Básica de Paredes de Coura é especializada em multideficiência. O Agrupamento de Paredes de Coura inclui 50 crianças com necessidades especiais e o Agrupamento de Escolas de Monte da Ola abrange 174 crianças com alguma necessidade especial.
Segundo a eleita do Alto Minho, as escolas pedem “mais recursos humanos e a especialização desses recursos humanos”. “Faltam professores de ensino especial e faltam pessoas com formação especializada no que toca a pessoal não docente, porque estas crianças exigem muito”, destacou. “Vimos uma dedicação extrema a estas crianças. Muito mais poderia ser oferecido a estas crianças e aquilo que as direções das escolas mais reivindicaram foi a questão dos recursos humanos”, considerou Sandra Pontedeira.
“Verificamos a excelência dos nossos professores e do pessoal não docente. (…) Se podemos deixar alguma sugestão ao senhor Ministro da Educação, nesta fase, é pedir uma aposta clara na educação inclusiva, com a eventual reafectação de mais recursos”, destacou Sandra Pontedeira. “É importante que haja um triângulo entre ministérios. É necessário que haja uma colaboração entre o Ministério do Trabalho e Segurança Social, o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação, para que trabalhem em conjunto para ajudar estas crianças e jovens e respetivas famílias”, vaticinou.
Já Alexandre Quintanilha, presidente da Comissão de Educação e Ciência, revelou que aquilo que mais o “impressionou” foi a “qualidade das pessoas envolvidas”, com destaque para os professores. “É um trabalho nada fácil, que exige uma dedicação extrema”, considerou o deputado, realçando “o entusiasmo e a energia” verificados “mesmo com as enormes dificuldades sentidas”.
“Percebe-se a enorme falta de recursos humanos que existe neste domínio. Apesar disso, estes professores desdobram-se em tudo o que é necessário, chegando ao final da semana provavelmente exaustos. Destaco a dedicação destes professores, sente-se que há uma enorme paixão, as pessoas fazem isto porque se dedicam”, reforçou o deputado socialista.

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