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admin 15 Abr 2016

Festa de Santa Cruz volta a encher Alvarães com os onze andores floridos

Entre os dias 14 e 15 de maio, a freguesia de Alvarães, no concelho de Viana do Castelo, volta a encher-se de perfume e beleza […]

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Entre os dias 14 e 15 de maio, a freguesia de Alvarães, no concelho de Viana do Castelo, volta a encher-se de perfume e beleza para a Festa de Santa Cruz, reconhecida pelos andores floridos. Todos os anos, os onze andores da festa são decorados com milhares de pétalas coladas à mão de forma a criar motivos religiosos, paisagísticos e monumentais.
O trabalho de confeção dos andores, que são o “ex-libris” da festa de Alvarães, acontece normalmente no pátio das casas dos mordomos e decorre praticamente ao longo de toda a semana que antecede a festa. As pétalas são coladas com cola feita à base de farinha, cuja humidade permite que elas se aguentem por vários dias viçosas e coloridas. Chegam a juntar-se, à volta de cada andor, três dezenas de pessoas, que ornamentam os andores pétala a pétala. Cada lugar da freguesia tem o seu andor e ainda se cultiva uma sã rivalidade entre os vários lugares, pelo que as temáticas escolhidas são mantidas em segredo até à tarde de sábado, altura em que os andores são transportados para a Igreja Paroquial. No domingo das festividades, os andores são levados em procissão aos ombros dos mordomos.
Um dos andores mais pesados é o consagrado a S. Sebastião, que representa um castelo quase totalmente revestido de musgo e cujo transporte chega a “reclamar” os ombros de seis homens. Bem mais leve é o andor dedicado a Santa Goreti, que, como manda a tradição, é sempre transportado por raparigas solteiras.
Foi em maio de 1946 que se fez em Alvarães o primeiro andor em flores naturais, cujo objetivo era a coroação da imagem de Nossa Senhora de Fátima. Em outubro desse ano, numa procissão que percorreu quase toda a freguesia em acão de graças pelo fim da II Guerra Mundial, mais quatro andores foram confecionados com flores naturais, transportando as imagens de Nossa Senhora de Fátima, de Nossa Senhora do Livramento, de Nossa Senhora do Rosário e de S. Sebastião. Em 1947, o então pároco da freguesia, cónego Cepa, sugeriu que na Festa das Cruzes os andores fossem novamente feitos com flores naturais, argumentando que os ornamentos que então os enfeitavam “cheiravam a mofo”. A ideia foi bem aceite pela população e assim surgiram os primeiros andores de flores naturais, com a estrutura ainda feita nos armadores e compostos com solitários e jarras de flores. No ano seguinte surgiu a ideia de se começar a colar as pétalas de flores em andores já feitos por cada lugar da freguesia e de acordo com a imagem do santo que iriam transportar.

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