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admin 07 Jun 2016

Dia de Portugal celebrado em Paris com andor florido de Alvarães

Para celebrar o Dia de Portugal, a freguesia de Alvarães, no concelho de Viana do Castelo, vai apresentar um andor florido, decorado com um milhão […]

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Para celebrar o Dia de Portugal, a freguesia de Alvarães, no concelho de Viana do Castelo, vai apresentar um andor florido, decorado com um milhão de pétalas, em Paris.Trata-se de uma caravela quinhentista, trabalhada com milhares e milhares de pétalas, coladas à mão com água, farinha, muito engenho e arte pelas gentes de Alvarães, tal e qual como acontece todos os anos na Festa de Santa Cruz.
Para esta apresentação portuguesa em Paris, duas dezenas de pessoas juntaram-se para recriar o andor florido da festa da vila vianense. Esta sexta-feira, para celebrar o feriado do 10 de junho, o andor será destaque em Paris, com os seus 2,65 metros de altura e 400 quilogramas de peso. O andor vai ser feito de propósito, em 72 horas, por populares que vão trabalhar noite e dia.

Com esta apresentação em terras francesas, Alvarães vai “exportar” uma tradição com sete décadas de existência, para que a recriação  do principal andor da festa siga viagem a tempo de estar presente na Missa pelos Emigrantes no Santuário de Nossa senhora de Fátima, em Patin, na capital de França. A partida da freguesia acontece na madrugada de quinta-feira, tudo com organização da Junta de Freguesia, que conta com o apoio da autarquia local e de um empresário emigrante de Viana do Castelo, que lançou este desafio.

Fernando Martins, presidente da Junta de Freguesia de Alvarães, assegura que “a comunidade de Alvarães que está em Paris é muito grande, e de Viana também”, e que esta será uma oportunidade de “mostrar as tradições e representar Viana e Portugal, o que é uma honra”.

Olívia Martins, de 70 anos, natural de Alvarães, e uma das pessoas responsáveis pela confeção do andor florido, garante que esta  “é uma arte que é nossa, nós não temos curso nenhum, os que nos ensinaram já morreram e claro que me sinto orgulhosa de ir para lá uma peça que não há como a nossa, acho eu, na Europa”. A alvaranense está envolvida na confeção dos andores floridos há já 39 anos.

Também a irmã, Emília Martins, esteve três décadas emigrada em França e desde que regressou, há 17 anos, que colabora na decoração dos andores. “Este andor vai para um país onde eu vivi 30 anos. Quando me falaram eu disse logo que estava disponível para ajudar, porque vamos representar o nosso país, a nossa vila, lá fora, e uma arte que só é feita aqui”, explica a bordadeira.
Manda a tradição dos andores floridos da Festa de Santa Cruz de Alvarães que as pétalas das flores utilizadas na confeção sejam colhidas nos montes de Viana do Castelo e coladas uma a uma. O andor é exclusivamente preparado com plantas naturais e a colagem das pétalas, a conjugação das cores e a cola para que as flores não oxidem fazem desta arte única no país.
Um trabalho minucioso que através da conjugação das cores e texturas das pétalas forma desenhos temáticos, transformando os andores em verdadeiras obras de arte popular que até conseguem manter o cheiro das flores ao longo de vários dias, por entre as tradicionais decorações com motivos religiosos, paisagísticos e monumentais.

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