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admin 08 Jun 2016

Ribeira de Viana homenageada com exposição a bordo do navio Gil Eannes

Com a chegada do bom tempo e dos meses de Verão, o município de Viana do Castelo inaugurou uma exposição dedicada à Ribeira e a […]

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Com a chegada do bom tempo e dos meses de Verão, o município de Viana do Castelo inaugurou uma exposição dedicada à Ribeira e a “Um mar de tradições”. Instalada no Centro de Mar, a bordo do navio Gil Eannes, a exposição foi inaugurada esta quarta-feira, Dia Mundial dos Oceanos, e pretende retratar os diversos usos, costumes e crenças que um povo construiu e passou de geração em geração, ao longo da faixa litoral.
A exposição foi inaugurada com três mulheres da ribeira, trajadas a rigor, a entoarem um cântico de homenagem à zona ribeirinha da cidade de Viana. Tânia Cabral, de 27 anos, participou na abertura, vestida a rigor, considerando que esta mostra “é um passo importante para a cidade”. “Penso que devem dar mais valor à Ribeira, que tem tradições importantes e um papel de destaque durante a Romaria d’Agonia”, assumiu, considerando que é “bom para as gentes da ribeira perceberem o carinho da cidade”.
“Um mar de tradições” é de entrada livre e tem por base as atividades piscatórias, as atividades agro-marítimas, os trajes e as devoções. Também José Maria Costa, presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, destacou a forma “viva e autêntica” como a Ribeira tem preservado as tradições. “Antes das Festas d’Agonia, quisemos incluir esta exposição no navio Gil Eannes. O navio tem a memória da pesca do bacalhau, mas também a memória das pessoas que cá passaram e que cá ficaram. Pareceu-nos que, sendo o Verão uma altura em que temos muitos visitantes, fazia todo o sentido ligar o Gil Eannes e o Centro de Inrerpretação à nossa Ribeira, às tradições desta zona, à vida difícil da pesca, à arte e ao brilhantismo com que a nossa Ribeira se põe bonita para a festa, para mostrar a sua cultura e autenticidade”, assegurou.
O navio Gil Eannes, referiu o autarca socialista, é “um dos museus nacionais com maior número de visitantes”, conquistando cerca de 50 mil pessoas por ano. “Quisemos ter neste espaço, que é de memória e de vida, uma exposição que diz que acreditamos no valor da pesca e no valor da nossa Ribeira”.
Hermenegildo Viana, um dos responsáveis pela organização da exposição, revelou que tentaram abordar “aquilo tudo que é considerado uma tradição do mar”. “Falamos da ribeira, das peixeiras, dos pescadores, das sargaceiras, da despesca, das marisqueiras”, revelou o responsável, dizendo que algumas das atividades “têm ficado esquecidas”. “Também realçamos atividades agro-marítimas associadas ao mar, que complementam os trabalhos agrícolas, como a recolha do sargaço para o adubo ou, em freguesias como Afife, Carreço e Areosa, em que usavam um certo tipo de sargaço para dar de comer aos porcos”, explicou ainda. Esta nova exposição apresenta então Viana “como uma zona riquíssima no que toca aos trajes” e os diferentes usos que davam às diferentes formas de vestir. Também a Romaria d’Agonia é destacada, além de outras tradições mais pequenas, como as rendas de bilros da Ribeira.

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