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admin 21 Jun 2016

Sociólogo da UMinho defende estatuto especial para ciganos

Uma equipa liderada por Manuel Carlos Silva, da Universidade do Minho, defende a atribuição do estatuto de minoria étnica para as comunidades ciganas. Esta “discriminação […]

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Uma equipa liderada por Manuel Carlos Silva, da Universidade do Minho, defende a atribuição do estatuto de minoria étnica para as comunidades ciganas. Esta “discriminação positiva” deve ser aplicada sobretudo na educação, para combater as altas taxas de abandono precoce e insucesso escolar nas crianças e jovens, bem como para a necessária qualificação de adultos daquela etnia. A ideia é proposta no livro “Sina Social Cigana – História, Comunidades, Representações e Instituições”, e teve apoio financeiro da Fundação para a Ciência e Tecnologia. Manuel Carlos Silva, do Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais nota que “o Estado e os municípios refugiam-se no argumento jurídico de tratar todos por igual, seja qual for a etnia, mas isso conduz a uma certa inação política sobre as minorias étnicas e a realidade”. Daí que o estatuto de minoria étnica possa permitir “uma maior mobilidade” na educação entre a comunidade cigana: “Aumentar a sua taxa de formação média e superior vai reduzir as desigualdades e ter como possível efeito a inserção dos seus jovens e adultos em atividades nos sectores privado e público”, realça. Estas pessoas diplomadas poderão, nos seus locais de trabalho e residências, contribuir para que as comunidades ganhem confiança nas instituições democráticas e se socializem, em conjunto com cidadã(o)s não ciganos, frisa a equipa de sociólogos. O “exercício recíproco da cidadania possibilitará construir pontes” para um efetivo relacionamento interétnico. Os autores citam no livro vários casos de boas práticas de integração em Portugal, mas também, embora sem generalizar, más práticas alimentadas por atores institucionais com responsabilidade, como alguns polícias e mesmo juízes. É ainda sugerida a criação, a nível nacional e local, de grupos de trabalho interministeriais para a inserção de cidadãos ciganos.

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