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admin 04 Jul 2016

Município de Esposende reclama eliminação das portagens na A28

O Município de Esposende reivindica, junto do Governo, a eliminação imediata das portagens na A28, em nome de uma maior justiça e da construção de […]

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O Município de Esposende reivindica, junto do Governo, a eliminação imediata das portagens na A28, em nome de uma maior justiça e da construção de uma efetiva coesão territorial. Em causa está a inexistência de alternativas àquela via rápida e o facto de a A28 não ter perfil de autoestrada. O ofício, aprovado pelo Executivo Municipal, seguiu com os remetentes do Ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, e da Assembleia da República. Esta reivindicação do Município de Esposende vem no seguimento do recente anúncio do ministro Pedro Marques, que garantiu que “durante o verão ficarão reunidas as condições para baixar as portagens nas antigas SCUT (autoestradas sem custos para o utilizador) do interior”. Mas Esposende entende que há razões para acabar com as portagens na A28. “Com a introdução de barreiras portajadas verificamos uma multiplicação das dificuldades de circulação de pessoas e bens, um assustador aumento da sinistralidade e insegurança rodoviária na EN13, que não é, nem nunca foi, alternativa ao IC1, há uns tempos a esta parte, por razões puramente de ordem contributiva, apelidado de A28”, lê-se no ofício enviado ao ministro e à Assembleia da República. A implementação de portagens na A28, desde 15 de outubro de 2010, provocou, segundo a autarquia esposendense, todo um conjunto de constrangimentos, revelando-se, desde então, um forte entrave à competitividade e atratividade do Município, assim como de toda a região, em termos residenciais e turísticos. Esta situação é ainda mais grave se atendermos ao facto de esta mesma via não ser portajada para norte de Viana do Castelo, assim como as ligações até Ponte de Lima, o que faz com que o município de Esposende seja o primeiro a ver o troço da A28 integralmente portajado. Esta situação apresenta-se como uma barreira, nomeadamente para os muitos turistas provenientes da Galiza. A restauração, hotelaria e comércio vêm apresentando uma elevada redução no seu volume de negócios e as atividades de passeio e de lazer, estruturadas neste troço rodoviário transfronteiriço, reduziram significativamente a sua dinâmica outrora exponencial. Aos argumentos evocados acrescenta-se a deterioração agressiva que o tapete da Estrada Nacional 13 alcatroado sofre, devido à sobrecarga de veículos e às intervenções para colocação das redes de água, drenagem de águas pluviais, gás, eletricidade, saneamento e telecomunicações, agora agravada com o adiamento para 2017 das operações de mitigação do congestionamento automóvel e de reforço dos níveis de segurança, previstas para o corrente ano.

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