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admin 18 Jul 2016

UMinho contribui para relançar a indústria do calçado

A Universidade do Minho está a contribuir para relançar o setor do calçado, apostando na ciência, na inovação e no design. Portugal conta com uma […]

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A Universidade do Minho está a contribuir para relançar o setor do calçado, apostando na ciência, na inovação e no design. Portugal conta com uma indústria de alta qualidade e marcas internacionais de referência produzem cá os seus modelos. Nos últimos anos cresceu o número de marcas e projetos próprios, com o contributo de centros tecnológicos e de design. O Departamento de Engenharia Mecânica da UMinho e a empresa vimaranense ICC Lavoro desenvolveram uma biqueira de aço de terceira geração, com fundos da União Europeia. A “Safety Slim Shoe” incorpora aço concebido originalmente para a indústria automóvel e aeronáutica. É um tipo de calçado que protege contra lesões provocadas pela queda, pelo choque e pelo deslizamento de objetos pesados, bem como contra cortes, pisos escorregadios e ambientes agressivos, como temperaturas elevadas, campos elétricos e produtos químicos. A ICC Lavoro é líder no segmento da segurança, que vale 2% das vendas do setor em Portugal. Exporta 90% da produção, com clientes como Coca-Cola, Mercedes, IBM e Ryanair. No campus de Azurém, em Guimarães, têm sido desenvolvidas tecnologias para produzir calçado biodegradável ou de propriedades antifúngicas e antibacterianas, numa colaboração com o Centro para a Valorização de Resíduos, cuja preocupação, para além da boa resistência e aderência, é a incorporação de resíduos valorizados. O vizinho Centro de Computação Gráfica concebeu o assistente virtual “Topic Shoe”, que dá a conhecer o portfólio das empresas da área e ainda interage e responde a solicitações de utilizadores. Disponibiliza detalhes de modelos em catálogo, aconselhamento na parametrização das cores e comparação de modelos, além de permitir o registo de opiniões. Nesta área destaca-se igualmente Nuno Silva que, durante o mestrado em Engenharia Informática, criou um acelerador de processamento de imagem digital, ideal para designers durante a criação de calçado. Esta solução inovadora valeu-lhe o Prémio José Luís Encarnação.Com o objetivo de calçar as mulheres do mundo “com alma portuguesa”, a ex-aluna Zélia Maia criou uma linha de calçado inspirada na guitarra portuguesa e no fado. A designer foi finalista do Concurso IdeaLab 2015, da TecMinho/Interface da UMinho. Propõe uma linha inovadora com tacão entalhado em espiral e gáspea em tecidos funcionais. A produção artesanal perpetua artes antigas, como a escultura de madeira e os bordados. A internacionalização é o próximo passo da criadora, que teve reações positivas em feiras, sobretudo do mercado japonês, escandinavo e do Médio Oriente, que “valorizam produtos exclusivos”. Já as gémeas Célia e Ana Silva, formadas em Design e Marketing de Moda pela UMinho e em Design de Produto pelo Instituto Politécnico de Viana do Castelo, respetivamente, lançaram há quatro anos a “Xperimental Shoes”, no Porto. Com este projeto “irreverente” e “vanguardista”, conseguiram cativar em 2015 o interesse de dois investidores no “Shark Tank Portugal”, obtendo um financiamento de 80 mil euros e alienando 35% da empresa. Contam hoje com um showroom próprio, em Leça do Balio (Matosinhos), tendo conseguido internacionalizar-se para vários países europeus. As criações desta dupla minhota são exibidas regularmente no Moda Lisboa e no Portugal Fashion e já lhes valeram o prémio “Novos Designers”, da feira internacional Who’s Next, em Paris.

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