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admin 11 Ago 2016

 Ex-aluna da UMinho constrói casas que fazem bem à saúde

Casas com iluminação deficiente, níveis de ruído elevados e muitos aparelhos eletrónicos no quarto podem provocar alergias, insónias, irritabilidade, dores de cabeça ou ainda, em […]

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Casas com iluminação deficiente, níveis de ruído elevados e muitos aparelhos eletrónicos no quarto podem provocar alergias, insónias, irritabilidade, dores de cabeça ou ainda, em casos extremos, doenças cancerígenas, crónicas e degenerativas, defende Marcelina Guimarães, arquiteta formada na Universidade do Minho. Juntamente com o marido geógrafo Miguel Fernandes, lançou a “Habitat Saudável”, a única empresa de arquitetura no país a “curar lugares doentes” para garantir a saúde e o bem-estar de quem lá mora. A “Habitat Saudável” surgiu, assim, em 2014 com o objetivo de avaliar a “saúde” de habitações, empresas, espaços comerciais, clínicas, hospitais e até jardins. Locais com níveis elevados de humidade relativa, ruído e campos eletromagnéticos, instalações elétricas mal concebidas, quartos com paredes contíguas às cozinhas, iluminação desadequada, falta de conforto térmico, qualidade do ar deficiente e ausência de espaços verdes podem induzir e acelerar processos de degeneração e distúrbios de saúde, reforçam os promotores, residentes em Vila do Conde. Por exemplo, há pais a solicitar os serviços da “Habitat Saudável” porque os filhos têm insónias ou falta de concentração. Por vezes, basta alterar a posição da cama, aplicar materiais isolantes para diminuir os ruídos e mitigar ou eliminar as radiações, comprar plantas que contribuam para a regulação da temperatura e da humidade, utilizar materiais naturais na construção da casa ou evitar a presença no quarto de aparelhos que emitam radiações, como telemóveis, telefones sem fios, routers ou rádios despertadores. As mulheres e as crianças, “mais sensíveis a determinados fatores de risco ambiental”, são os mais afetados pelos sintomas associados a este tipo de situação. O projeto assenta no conceito de arquitetura integrativa, ligando a construção de casas à geobiologia e à biohabitabilidade (criação de bons sítios para se viver e trabalhar), à biogeometria, à sustentabilidade e ao feng shui. Os espaços podem ser criados de raiz ou visitados para um estudo geobiológico, que inclui a análise da área envolvente ao imóvel e a medição de parâmetros de ordem ambiental, como a radioatividade, os campos eletromagnéticos de alta e baixa frequência, os níveis de monóxido de carbono, a qualidade do ar interior e a deteção de perturbações geobiológicas. “A partir dos resultados obtidos, é desenvolvido um relatório com imagens, plantas arquitetónicas, tabelas, cálculos e indicações precisas de como transformar uma casa ‘doente’ num espaço saudável”, afirma Marcelina Guimarães, de 33 anos. A “Habitat Saudável” é a única empresa de arquitetura a oferecer este tipo de consultoria em Portugal.

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