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admin 17 Ago 2016

Peça de teatro leva obra de artista “injustificadamente esquecido” às escolas do Alto Minho

No próximo ano o Centro Dramático de Viana (CDV) vai levar às escolas do Alto Minho uma peça de teatro baseada na história e na […]

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No próximo ano o Centro Dramático de Viana (CDV) vai levar às escolas do Alto Minho uma peça de teatro baseada na história e na obra de António Pedro, um “ilustre desconhecido” que a autarquia afirma estar “injustificadamente esquecido”. Ricardo Simões, do Teatro do Noroeste – Centro Dramático de Viana, anunciou, numa sessão evocativa que assinalou os 50 anos da morte do artista, que “no próximo ano” o CDV vai levar à cena um espetáculo “dedicado à obra de António Pedro, não apenas à obra teatral, mas também à obra plástica, pintura e cerâmica”, destacando também as ligações do artista a Moledo, Viana do Castelo e ao Porto. Este será um trabalho feito em coprodução com outra companhia de teatro e irá circular pelas escolas e auditórios dos dez concelhos do Alto Minho, com a “esperança” de que possa depois chegar aos estudantes do Porto.
António Pedro da Costa nasceu em 1909 na Cidade da Praia, em Cabo Verde, mas foi sepultado em Caminha no ano de 1966. Foi encenador, escritor, homem do teatro e artista plástico. Ricardo Simões diz que querem “valorizar” o “património” que o artista que “escolheu Moledo e o Minho” deixou, tirando o nome de António Pedro “do esquecimento”.
Maria José Guerreiro, vereadora da cultura na Câmara Municipal de Viana do Castelo marcou presença na inauguração de uma exposição com obras de António Pedro no Museu de Artes Decorativas da cidade. A responsável acredita que esta é uma forma de recuperar a memória de um artista que está “injustiçadamente e injustificadamente esquecido”.
“É necessário e urgente começarmos a fazer justiça à memória de António Pedro, que está esquecido e é uma figura de quem pouco se fala”, lamentou Maria José Guerreiro, dizendo que “há pouco trabalho feito sobre a obra deste vulto”. “É um daqueles artistas que foi arrumado numa gaveta e de quem nunca mais se valou”, lamentou ainda a vereadora, esperando que esta exposição seja o início de um ciclo “de conhecimento e reconhecimento” da obra de António Pedro.

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