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admin 19 Ago 2016

Quatro irmãos levam há 20 anos lanternas do andor do Senhor dos Aflitos na Romaria d’Agonia

Quatro irmãos nascidos e criados na ribeira de Viana do Castelo há já 20 anos que carregam as lanternas do andor do Senhor dos Aflitos […]

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Quatro irmãos nascidos e criados na ribeira de Viana do Castelo há já 20 anos que carregam as lanternas do andor do Senhor dos Aflitos durante a Romaria em Honra de Nossa Senhora da Agonia. João Nogueira, António Nogueira, Jorge Nogueira e José Nogueira estão já todos reformados, com idades compreendidas entre os 63 e os 70 anos de idade. À Geice garantiram que é com “orgulho” e “fé” que todos os anos marcam presença na rainha das romarias.
João Nogueira, de 70 anos, foi rececionista no ramo automóvel toda a vida e assegura que desde tenra idade que estão envolvidos na romaria. “Quando tínhamos 5 ou 6 anos começávamos a trabalhar para a Romaria d’Agonia. Íamos a fábricas pedir serrim, procurar flores verdes para fazer os tapetes da ribeira”, indicou o mais velho dos quatro irmãos.
Recordam as dificuldades dos tempos antigos, quando apenas tinham “uma lâmpada fraquinha” em cada rua, para iluminar a confeção dos tapetes floridos ao longo de toda a noite, com a “cafeteira” de café que a mãe fazia questão de distribuir por todos os trabalhadores.
António Nogueira, de 66 anos, refere que tiveram sempre uma “grande atração” pela religiosidade, pelo que foram “habituados” a andar pela igreja e a fazer parte da Romaria d’Agonia. Acabaram por começar a levar as lanternas que acompanham os andores, o que antes era menos bem visto. No entanto, alguns irmãos começaram a aceitar o desafio e logo os quatro se juntaram nessa tarefa. Hoje em dia, vão sempre juntos, em redor do mesmo andor.
Marcam sempre presença na Procissão Solene da Senhora d’Agonia, que acontece na sexta-feira à tarde. Este ano também vão carregar as lanternas que vão acompanhar uma réplica da Senhora da Agonia na Festa do Traje e no Cortejo Histórico e Etnográfico.
 É a fé que os move, para poderem sempre acompanhar os andores. Um ano chegaram até a acompanhar o andor da Senhora da Agonia, porque os pescadores e marinheiros tiveram uma “emergência no mar” e faltavam homens para a tarefa.

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