FECHAR
Logo
Capa
A TOCAR Nome da música AUTOR
admin 27 Out 2016

Câmara de Caminha quer “compensar Comunidade Piscatória o abandono a que foi votada no passado”

A Câmara Municipal espera uma resposta positiva em relação à candidatura apresentada para uma profunda intervenção no Cais da Rua. A decisão será conhecida dentro […]

Acessibilidade

Ouvir
Aumentar Texto Diminuir Texto
Contraste Contraste

A Câmara Municipal espera uma resposta positiva em relação à candidatura apresentada para uma profunda intervenção no Cais da Rua. A decisão será conhecida dentro de algumas semanas e, se a expectativa se concretizar, a obra avança de imediato. Como frisou Miguel Alves na reunião descentralizada, “a comunidade piscatória foi abandonada, nos últimos anos, no concelho de Caminha” e é tempo de inverter esta situação. Em causa está uma obra orçada em 800 mil euros, que obrigará a um esforço financeiro do Município ainda considerável, mas cuja prioridade é absoluta. A última reunião descentralizada da segunda ronda pelas freguesias decorreu na sede dos Bombeiros Voluntários de Caminha, respeitando à freguesia de Caminha (Matriz) e Vilarelho. O pescador Augusto Porto foi um dos munícipes que interveio, para expor as suas preocupações sobre a pesca no Rio Minho. Também o presidente da Junta de Freguesia, Miguel Gonçalves, se tinha referido à pesca, lembrando que quase nunca foi tratada devidamente no concelho e “os pescadores estiveram longos anos esquecidos”. Em resposta, presidente e vice-presidente da Câmara foram perentórios: a pesca é essencial à economia concelhia, diferencia-nos e tem de ser apoiada, para além das várias intervenções que têm sido feitas. Miguel Alves sublinhou que o abandono a que foram votados os pescadores no passado, assim como os erros cometidos, são questões que este Executivo não admite. “Quando cheguei mandei fazer um projeto para o Cais da Rua, ouvindo os pescadores e a Capitania. Chamei cá o secretário de Estado das Pescas, sem dar nota disso, e sensibilizei-o. Não se pode cometer em Caminha o mesmo erro que se cometeu em Vila Praia de Âncora, onde o Estado pagou uma grande obra, mas onde não foram ouvidos os pescadores”, com as consequências que se conhecem, a obrigar a obras constantes, estando já prevista mais uma ação de desassoreamento orçada em meio milhão de euros. Agora, a poucas semanas de se conhecer a decisão sobre a candidatura, o presidente da Câmara avisou que não se importará com críticas e, tratando-se de um ano eleitoral, a obra avançará mesmo em 2017, caso, como espera, a candidatura seja aprovada, porque já se perdeu demasiado tempo.

Comentários

Últimas notícias

mais notícias

Últimos podcasts

mais podcasts