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admin 04 Fev 2017

Jerónimo de Sousa diz Estado deve atender à “situação dramática” dos ex-trabalhadores dos ENVC

Foi perante uma sala cheia com mais de 200 militantes que o secretário-geral do PCP discursou, este sábado, na Escola Secundária de Monserrate, em Viana […]

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Foi perante uma sala cheia com mais de 200 militantes que o secretário-geral do PCP discursou, este sábado, na Escola Secundária de Monserrate, em Viana do Castelo, depois de um almoço convívio entre camaradas, tendo recordado os homens e mulheres que ficaram desempregados com o fim dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) e referindo que “muitos deles correm o risco de, a meio do ano que está a decorrer, perderem o direito ao subsídio desemprego”, afirmando que “ficam com a vida totalmente desarticulada e sem perspetivas de futuro”. “É tempo do Estado, que é responsável pela situação que foi criada, atender pelo menos a esta situação dramática destes trabalhadores que veem o seu futuro a prazo”, defendeu.

Em causa estão cerca de uma centena de ex-trabalhadores que não reúnem condições para pedir a pré-reforma e que vão ficar sem subsídio de desemprego ao longo de 2017. Já outros cerca de 300 ex-trabalhadores poderão passar à reforma mas com penalizações. No passado mês de dezembro, representantes dos antigos trabalhadores dos Estaleiros Navais solicitaram ao Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social um regime de exceção para estes cerca de 400 ex-trabalhadores ENVC, aguardando ainda uma resposta do Governo.

Segundo Jerónimo de Sousa, “hoje começa a ficar cada vez mais claro todo o processo que levou à destruição dos ENVC como empresa pública se deveu fundamentalmente a uma opção política particularmente do Governo anterior, mas com responsabilidades de outros que o antecederam”.

Para o líder do PCP, “era claro que o atraso das encomendas, o atraso da entrega dos navios, a par de uma campanha de que os Estaleiros não tinham trabalho, foi tudo concertado para conseguir a privatização e a destruição dessa empresa pública, com o despedimento de centenas de trabalhadores”. Já depois de estar concretizada a privatização à West Sea, “de repente o trabalho surgiu”, lamentou, recordando “os navios para a Venezuela e para a Marinha, com orçamentos de milhões de euros”.

Apontando como exemplos José Ramos, presidente da União de Freguesias de Viana do Castelo (Santa Maria Maior e Monserrate) e Meadela, e Carlos Alves, presidente da Junta de Freguesia de Vilar de Mouros, o secretário-geral disse que será “uma batalha dura”, mas disse estar convicto “de que em Viana do Castelo, no concelho e no distrito, a CDU vai afirmar-se e reforçar-se nas eleições autárquicas que se vão realizar em outubro”.

Já Cláudia Marinho, que substitui Ilda Figueiredo e assume agora o lugar de vereadora da CDU na Câmara Municipal de Viana do Castelo, afirmou que, dentro do partido, “definimos como objetivo concorrer a todos os órgãos municipais e ao maior número de freguesias possível”, solicitando o apoio das duas centenas de apoiantes presentes no almoço.

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