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admin 23 Fev 2017

“Os Verdes” pedem “solução excecional” para evitar “drama social” dos ex-trabalhadores dos Estaleiros de Viana

O Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV) pediu uma “solução excecional” por parte do Governo para que seja enfrentado o “drama social” dos cerca de 400 […]

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O Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV) pediu uma “solução excecional” por parte do Governo para que seja enfrentado o “drama social” dos cerca de 400 ex-trabalhadores dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) que este ano deixam de ter subsídio de desemprego. Mariana Silva, dirigente nacional do partido, esteve esta quinta-feira reunida com a comissão de trabalhadores dos ENVC e indicou que o Governo tem que “trabalhar numa solução excecional para resolver uma questão que é do Governo”, recordando que “esta empresa era do Estado” e que “de alguma forma o Estado criou este problema”. Por isso, refere, “tem de o resolver e tem de encontrar uma solução que seja viável e positiva para todos”.

Já este mês de março cerca de 50 ex-trabalhadores dos antigos Estaleiros Navais vão ficar  “sem qualquer apoio social” por não reunirem condições para requerer a pré-reforma, por ainda não atingirem os 57 anos de idade. Mariana Silva explicou que o PEV vai agora analisar as medidas que poderão ser tomadas para “tentar ajudar os ex-trabalhadores” e frisou a necessidade de ser encontrada uma resposta “com urgência” para a situação dos ex-trabalhadores da empresa de construção naval, evitando assim o “drama social” que a cidade terá de enfrentar.

Foi em setembro de 2016 que “Os Verdes” questionaram o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social sobre a situação dos trabalhadores vianenses, tendo a dirigente explicado que a resposta que obtiveram foi “muito pouco”, dizendo o Governo que “estes trabalhadores têm a possibilidade de recorrer à Segurança Social”.

Recorde-se que a comissão de trabalhadores dos ENVC explicou, há poucos dias, que “cerca de 50 ex-trabalhadores vão, em março, perder o subsídio de desemprego por não terem atingido os 57 anos exigidos pela lei para requererem a reforma antecipada por desemprego prolongado”. Estas cinco dezenas de trabalhadores fazem parte de um grupo de 250 funcionários que, à data da rescisão do contrato, tinham entre 52 e 62 anos. Há ainda “cerca de uma centena de ex-trabalhadores, com idades entre os 45 e os 51 anos, que não têm acesso à reforma antecipada e que vão ficar sem subsídio de desemprego a partir de março e até maio” deste ano. A comissão indicou ainda a existência de “cerca de 180 ex-trabalhadores, com idade inferior a 45 anos, cujo subsídio de desemprego terminou há um ou mais anos e que não têm qualquer apoio social nem foram reintegrados no mercado de trabalho”.

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