FECHAR
Logo
Capa
A TOCAR Nome da música AUTOR
admin 29 Mar 2017

Ex-trabalhadores dos Estaleiros Navais vão marchar até ao Ministério do Trabalho para exigir resposta do Governo

No dia 28 de abril os ex-trabalhadores dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) vão promover uma marcha silenciosa em Lisboa, até ao Ministério […]

Acessibilidade

Ouvir
Aumentar Texto Diminuir Texto
Contraste Contraste

No dia 28 de abril os ex-trabalhadores dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) vão promover uma marcha silenciosa em Lisboa, até ao Ministério do Trabalho, para exigir uma resposta do Governo sobre o regime de exceção que solicitaram. António Ribeiro, porta-voz da comissão representativa dos ex-trabalhadores, anunciou que cerca de uma centena de ex-funcionários da empresa de construção naval, reunidos esta quarta-feira na Junta de Freguesia da Meadela, decidiu que, se não obtiver resposta do governo, no final do próximo mês vai até à capital, para uma “marcha silenciosa” até ao Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social. “Estamos a pensar fazer uma pequena manifestação silenciosa até ao Ministério do Trabalho, onde vamos entregar um documento”, realçou o porta-voz.

Esta reunião serviu também para a comissão representativa dar “conhecimento de tudo o que foi feito e das diligências tomadas desde a última reunião, a 16 de dezembro do ano passado”. Os antigos trabalhadores decidiram também que na próxima segunda-feira, 03 de abril, vão marcar presença na Assembleia Municipal de Viana do Castelo, que acontece no auditório do castelo Santiago da Barra, para “manifestarem preocupações e requererem apoio camarário para estas preocupações e também para a deslocação a Lisboa”.

“Deve haver uma exceção porque, para além das penalizações normais da lei, fomos penalizados pelo mútuo acordo”, revelou António Ribeiro. O representante indicou no mês de fevereiro, saíram da empresa 180 jovens com idade inferior a 45 anos à data da rescisão, dizendo que, para estes, “já terminou o subsídio há um ano, pelo menos, e não têm qualquer apoio nem estão no mercado de trabalho”. Já os ex-trabalhadores que, à data da rescisão, tinham entre 45 e 51 anos são cerca de uma centena e deverão ficar sem qualquer apoio entre abril e maio deste ano, não tendo acesso à reforma antecipada. Para os cerca de 250 trabalhadores que, na rescisão, tinham entre 52 e 62 anos, uma parte terá acesso à reforma antecipada mas cerca de 50 ainda não vão atingir a idade da reforma (57 anos) e vão ter de aguardar um ou dois anos pela reforma antecipada, por carreira de longa duração.

Quando os ENVC foram subconcessionados à Martifer, no ano de 2014, estavam ao serviço 609 trabalhadores e o plano de rescisões amigáveis a grande maioria dos trabalhadores aderiu custou ao Estado 30,1 milhões de euros. A atual comissão representativa dos ex-trabalhadores dos Estaleiros Navais foi criada em setembro do ano passado para discutir o futuro com forças políticas e agentes do poder. A comissão está a fazer uma segunda “ronda” de reuniões com os partidos políticos que aceitarem recebê-los e, a 11 de abril, vai reunir com a Federação do Partido Socialista de Viana do Castelo.

Comentários

Últimas notícias

mais notícias

Últimos podcasts

mais podcasts