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admin 21 Dez 2017

Bombeiros Municipais pedem formação à Câmara de Viana para poderem subir na carreira

Um grupo de elementos dos Bombeiros Municipais de Viana do Castelo foi, esta quinta-feira, à reunião camarária para pedir ao autarca José Maria Costa que […]

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Um grupo de elementos dos Bombeiros Municipais de Viana do Castelo foi, esta quinta-feira, à reunião camarária para pedir ao autarca José Maria Costa que agilize o processo de formação para que, já em 2018, os soldados da paz se possam candidatar a concursos para subir na carreira. Miguel Gramacho, bombeiro municipal e dirigente sindical do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL), foi o porta-voz na intervenção que aconteceu no final da reunião do executivo vianense, indicando que “já quase todos os bombeiros deste país fizeram cursos de formação das 35 e 70 horas”, referindo que “como todos os funcionários do município”, têm estado a ser “severamente prejudicados na folha salarial”. Por isso, tendo em conta o descongelamento das carreiras previsto para a Função Pública no Orçamento de Estado para 2018, os bombeiros municipais querem fazer cursos de formação o mais brevemente possível, para depois poderem concorrer a subidas na carreira.

No final da reunião, Miguel Gramacho explicou aos jornalistas que “em várias reuniões que tivemos com o senhor presidente, sugerimos que fosse dada essa formação aos bombeiros, para que, logo que o descongelamento aconteça, os bombeiros já tenham formação para poderem concorrer aos concursos de progressão”. “Já estamos no final do ano e, até agora, as promessas do senhor presidente, o vento as levou”, lamentaram os bombeiros, pelo que foram à reunião “perguntar quais as intenções do senhor presidente”.

José Maria Costa referiu que “a formação dos bombeiros é muito específica, que envolve muitas horas e que envolve a deslocação dos bombeiros para a Escola Nacional de Bombeiros”. Por isso, o autarca considera que “nem todos os bombeiros poderão ir ao mesmo tempo porque temos de garantir as condições de operacionalidade e de socorro, caso seja necessário”, pelo que o município está a tentar negociar com a Escola Nacional para que “haja uma formação que seja dada na região, que sirva não só para os bombeiros de Viana, mas também para outros bombeiros da região”.

Para poderem progredir na carreira, os bombeiros vianenses precisam de ter formação. O autarca diz que estão a “programar um plano de formação que sirva os interesses do município e também os interesses dos bombeiros”, pelo que quer “trazer algumas das formações para esta região, de forma a que em vez de termos dois ou três bombeiros a fazer formação no Sul, possamos ter seis, sete ou oito bombeiros a ter formação aqui, ao mesmo tempo”.

Miguel Gramacho diz que os bombeiros concordam com a formação no quartel, mas não concordam que seja “abrangente a outros quartéis” por ser uma “formação específica para progressão na carreira”. “O que mais nos preocupa e que nos trouxe cá é que o senhor comandante é contra esta formação, porque diz que ‘aqui não há facilitismos e que com 35 ou 50 horas ninguém é promovido’, contrariando a lei”, indica o dirigente sindical.

“Como estivemos vários anos com o regime das carreiras congelados, é natural que os sindicatos façam a sua pressão no sentido de que os planos de formação sejam rapidamente ativados por forma a que o maior número de trabalhadores possa acorrer ao processo de progressão de carreiras, que é perfeitamente legítimo”, vaticinou.

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