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admin 09 Fev 2018

Governo viabiliza projeto de energia eólica Windfloat ao alargar a Zona Piloto de Viana do Castelo

O Governo aprovou esta quinta-feira, em Conselho de Ministros, uma resolução que atualiza o regime jurídico da Zona Piloto para energias renováveis oceânicas, viabilizando assim […]

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O Governo aprovou esta quinta-feira, em Conselho de Ministros, uma resolução que atualiza o regime jurídico da Zona Piloto para energias renováveis oceânicas, viabilizando assim a realização do projeto Windfloat, de energia eólica offshore, um parque eólico flutuante que um consórcio que é liderado pela EDP pretende construir ao largo de Viana do Castelo. A realização do projeto implica “o alargamento do âmbito da Zona Piloto”, que pode assim avançar. Coordenado pela EDP Renováveis, o Windfloat “desenvolveu uma tecnologia inovadora que permitirá a exploração do potencial eólico no mar, em profundidades superiores a 40m”, explica a página web da EDP.

De acordo com o comunicado do Conselho de Ministros, “o projeto Windfloat faz parte da Estratégia Industrial para as Energias Renováveis Oceânicas, que assume como objetivo principal criar as condições para a emergência de um novo cluster industrial exportador, com o potencial de gerar até 2020 o volume de 280 milhões de euros em valor acrescentado bruto, 254 milhões de euros de investimento e 1500 novos empregos diretos, com uma contribuição para o crescimento da balança comercial de 118 milhões de euros”.

A inovação do projeto é “o desenvolvimento de uma plataforma flutuante, com base nas experiências da indústria de petróleo e gás, que irá suportar turbinas eólicas ‘multi-MW’ em aplicações marítimas”. Esta “plataforma flutuante” é “semi-submersível e está ancorada no fundo do mar”. Para a estabilizar, são usadas “‘placas de aprisionamento de água’ na parte inferior dos três pilares, associada a um sistema estático e dinâmico de lastro”. Localizado numa área de 100 metros de profundidade na costa portuguesa ao largo de Viana do Castelo, cada uma das 3 plataformas será equipada com uma turbina comercial de 8 MW.

O projeto já encerrou a sua fase de testes, realizados na Póvoa de Varzim nos últimos 5 anos, pelo que o próximo passo é a fase pré-comercial do projeto, intitulada WindFloat Atlantic (WFA), a primeira central de energia eólica flutuante à escala mundial.

O Windfloat começou a ser desenvolvido no âmbito do programa de financiamento NER300, e atraiu empresas internacionais de renome como, por exemplo, a Repsol, a Trust Wind, a Mitsubishi Corporaton e a Chyioda Corporation.  No entanto, têm existido alguns problemas em relação ao financiamento do projeto. No passado dia 6 de janeiro, o jornal PÚBLICO noticiou que o Governo tinha sido obrigado a “pedir adiamento dos prazos do Windfloat à Comissão Europeia depois de a EDP ter ameaçado sair com receio de perder os fundos comunitários de 30 milhões de euros” que tinham sido aprovados pelo NER300, estando agora o futuro do projeto “nas mãos da Comissão Europeia”.

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