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07 Fev 2018

Ministro da Administração Interna diz que “112 mortos criam responsabilidade de fazer mais” na prevenção dos incêndios

Pedro Xavier

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O Ministro da Administração Interna reuniu esta quarta-feira, em Viana do Castelo, com os autarcas ou representantes dos dez concelhos do Alto Minho e revelou […]

O Ministro da Administração Interna reuniu esta quarta-feira, em Viana do Castelo, com os autarcas ou representantes dos dez concelhos do Alto Minho e revelou que “esta é a única região do país em que todos os municípios têm freguesias identificadas como de risco prioritário” em relação aos incêndios florestais, pelo que “há um trabalho que já está a ser desenvolvido, que nós vamos reforçar, e a mensagem é principalmente para os proprietários e para todos os que têm responsabilidades” para que o país tenha “um Verão seguro”.

Eduardo Cabrita referiu, à saída do encontro, que foram abordados nesta reunião assuntos “essenciais para o país”: a participação das autarquias nos fundos europeus, que considerou “um exemplo de como fazer bem investimento público”; reprogramação de fundos e preparação do Portugal 2030; o “desafio da descentralização” que mobiliza Governo e autarquias locais; e ainda a prevenção dos incêndios florestais.

No que toca aos incêndios, o governante indicou que “ao longo desta primavera temos de prevenir um verão seguro”, o que significa “limpar à volta de cada casa 50 metros e de cada aglomerado populacional 100 metros”, frisando que “estamos todos mobilizados para fazer diferente”. A nível nacional, existem 189 municípios e 1.000 freguesias com zonas de risco prioritário, e Eduardo Cabrita diz que “aquilo que iremos fazer uma grande campanha nacional de sensibilização, porque é isso que os portugueses exigem”.

“Depois daquilo que foi a dimensão dos acontecimentos ocorridos em junho e outubro do ano passado, acho que está toda a sociedade portuguesa fortemente motivada porque é preciso fazer muito mais”, declarou.

“Ninguém nos perdoaria, a ninguém, ao Governo, às entidades públicas, às empresas, aos autarcas, se não fizermos até maio, até ao início do próximo verão, tudo”, frisou. “Teremos de fazer tudo o que é possível. Os portugueses não nos perdoarão que façamos menos do que isso. 112 mortos criam, para todos, uma responsabilidade de fazer mais, melhor, completamente diferente do que era antes”, assumiu.

José Maria Costa, autarca de Viana e presidente da Comunidade Intermunicipal do Alto Minho (CIM Alto Minho) indicou que esta foi “uma reunião muito construtiva” e disse que os autarcas do distrito estão “sintonizados com o Governo nesta emergência nacional que é procurarmos, no próximo Verão, reduzir as áreas de risco” de incêndios, recordando que 70% do território do distrito está em área florestal.

O autarca referiu que “os prazos são apertados”, mas disse que “não podemos atrasar o início do Verão por decreto”, pelo que “a mobilização” é uma prioridade. O responsável diz que os mecanismos de financiamento que já foram disponibilizados são “uma preocupação”, já que os municípios preferiam ter financiamento a fundo perdido para que as autarquias possam ser apoiadas em caso de incumprimento dos proprietários responsáveis pela limpeza dos diferentes terrenos.

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