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09 Mar 2018

Caminha aprova apoios a famílias em dificuldades económicas para a limpeza de terrenos

Pedro Xavier

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A Câmara de Caminha aprovou a medida que prevê que famílias com dificuldades financeiras possam candidatar-se a uma ajuda, junto do município, para a limpeza […]

A Câmara de Caminha aprovou a medida que prevê que famílias com dificuldades financeiras possam candidatar-se a uma ajuda, junto do município, para a limpeza de terrenos que apresentem riscos de incêndio. Caso a candidatura seja aprovada, a autarquia prevê ajudar em metade dos custos das limpezas caso seja possível às famílias participar nas despesas, ou na totalidade nos casos de carência mais graves. Esta medida já tinha sido anunciada por Miguel Alves, presidente da Câmara de Caminha, aquando da visita do Primeiro Ministro no mês passado.

Em conversa com a GEICE, o autarca sublinhou que “ninguém deve ser prejudicado por não ter capacidade financeira para fazer essa limpeza”. Sabendo que “há agregados que não conseguem mobilizar meios financeiros nem conseguem eles próprios fazer a limpeza desses terrenos”, o município decidiu criar “um programa de apoio a essas famílias”.

Mediante a apresentação de “documentação que comprove essa insuficiência económica”, a Câmara de Caminha “substitui-se às pessoas fazendo a limpeza ou de forma gratuita no caso de uma insuficiência económica absoluta, ou através do pagamento de metade dessa despesa se essa insuficiência económica permitir alguma despesa por parte do agregado”.

O autarca explicou que a documentação necessária inclui “os documentos que dizem respeito aos rendimentos das pessoas”, ou seja, “quanto ganham em termos salariais ou em termos de pensões”, e depois os documentos relativos às despesas, nomeadamente “despesas com habitação, com transportes, com todo o conteúdo doméstico, que são tidas em conta aquando do cálculo per capita do próprio agregado que deve ser também identificado”.

“Era o que mais faltava que agora, alguém que não consegue fazer a limpeza porque não tem capacidade económica para o fazer, visse a sua casa ardida e atacada por um incêndio porque, de facto, não podia fazer o que era necessário”, rematou Miguel Alves.

Esta medida é mais uma relativamente ao trabalho que a autarquia caminhense já tem vindo a desenvolver em matéria de prevenção de incêndios. Atualmente o plano de investimento do município para a preparação da época de fogos ultrapassa o milhão de euros.

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