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admin 17 Abr 2019

Empresa de Viana do Castelo disponibiliza linha SOS para auxiliar idosos sozinhos

A empresa BMVIV vai disponibilizar, a partir de 01 de maio, uma linha telefónica gratuita de apoio a idosos do concelho de Viana do Castelo […]

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A empresa BMVIV vai disponibilizar, a partir de 01 de maio, uma linha telefónica gratuita de apoio a idosos do concelho de Viana do Castelo que vivem sós, com os próprios funcionários a assegurarem, sem custos, de pequenas reparações à compra de alimentos e medicamentos, ou simplesmente apenas ouvi-los.

Instalada na Zona Industrial de Neiva, Viana do Castelo, a BMVIV tem 36 trabalhadores e presta serviços de instalação e manutenção de equipamentos, eficiência energética e soluções globais de engenharia, com clientes em todo o país e no estrangeiro, com um volume de fatura anual de 2.500.000,00 € em Portugal e ainda com participação numa empresa no Brasil para o negócio de Tratamento de Resíduos Sólidos Urbanos e
produção de energia. Contudo, para este projeto, o retorno é diferente.

“Rejeitamos em absoluto que se confunda esta ação com caridade. Que seja visto, antes, como algo que deve fazer escola e trazer outros para a causa”, afirma, a propósito da responsabilidade social que a empresa assume com a linha “NAO viv SO(s)”.

Esta linha telefónica gratuita de apoio a idosos que vivem sós e isolados, apresentada esta quarta-feira, em Viana do Castelo, vai disponibilizar auxílio às suas solicitações, que poderão passar por fazer compras, ir buscar medicamentos, fazer pequenas reparações em casa ou mesmo algumas obras.

Para o efeito, serão mobilizados os próprios trabalhadores da empresa, em horário laboral, sem encargos para quem do outro lado pede ajuda e vive sem qualquer apoio.

“Porque o fazemos? Simplesmente porque sim. Não podemos ficar indiferentes face aquilo que são os mais elementares deveres para com os nossos concidadãos. Porque o dinheiro de nada serve se não fizermos outros menos infelizes”, refere Licínio Lima, garantindo que todos os funcionários da BMVIV estão envolvidos nesta iniciativa.

“Os colaboradores são os maiores ativos de uma empresa. É assim que vemos a nossa atividade”, garante ainda o administrador.

A linha SOS funcionará, inicialmente, no concelho de Viana do Castelo, sem custos para quem liga e com a empresa a mobilizar meios humanos e transporte, da própria BMVIV, para responder às solicitações, que podem passar por reparações de maior porte, limpeza e pintura da habitação.

Este projeto tem ainda a particularidade, dentro da responsabilidade social assumida pela empresa, de contar com um trabalhador especificamente contratado para a função de atender e processar as chamadas, criando assim mais um posto de trabalho. É o caso de Luís Fernandes, natural de Viana do Castelo.

Invisual desde os 18 anos, conseguiu aos 40 o seu primeiro contrato de trabalho, através da BMVIV e da linha “NAO viv SO(s)”. “Fiz várias tentativas, mas nunca me contratavam, só aceitavam estágios. Este é o meu primeiro emprego, com todos os direitos e deveres, e logo num projeto com a importância social como este”, admite Luís Fernandes.

A BMVIV apresentou anteriormente o seu novo gabinete de assessoria na área da Responsabilidade Social Empresarial (RSE) para o norte do país, sendo já considerada como exemplo nesta área. Além disso, desde 2016 que a empresa já dá folga à sexta-feira à tarde aos seus funcionários. Em troca, Licínio Lima pede apenas que a dediquem uma vez por mês a atividades solidárias conjuntas e até criou, nas suas instalações, um “centro anti-stress”.

Ações que a BMVIV pretende fomentar nas empresas do Norte, através do seu recentemente lançado gabinete RSE-INNOLAB, instalado na Escola Superior de Tecnologia e Gestão, em Viana do Castelo. Tem como parceiros a Universidade do Porto, a Comunidade Intermunicipal do Alto Minho e o Instituto Politécnico de Viana do Castelo.

“A política social das empresas deve privilegiar as origens e inserir-se na comunidade, participando e desenvolvendo ações de cariz social e inclusivo”, conclui Licínio Lima.

A empresa está instalada desde 2018 numa área de 2400 metros quadrados, num investimento privado que ascendeu, então, a 1.3 milhões de euros.

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