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admin 07 Abr 2019

Primeiro navio de cruzeiro português inaugurado em Viana do Castelo

“MS World Explorer”, o primeiro navio de cruzeiro construído em Portugal, foi inaugurado, no sábado, nos estaleiros navais de Viana do Castelo. A cerimónia de […]

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“MS World Explorer”, o primeiro navio de cruzeiro construído em Portugal, foi inaugurado, no sábado, nos estaleiros navais de Viana do Castelo. A cerimónia de batismo contou com a presença especial da ex-primeira dama de França e madrinha do navio, Carla Bruni, que autou, com Pedro Abrunhosa, para os cerca de 400 convidados presentes numa tenda gigante ao lado do paquete.

Antes do espetáculo, o primeiro a discursar foi Mário Ferreira. O empresário do Porto referiu que o paquete  tem “126 metros de comprimento, 19 metros de largura e 4,7 metros de calado, oito pisos, sendo que seis são para os passageiros”.

O navio “foi construído por 3.500 trabalhadores das mais diversas especialidades, de 32 nacionalidades, sendo que na construção do casco foram despendidas 800 mil horas de trabalho”.

O navio ‘MS World Explorer’, que zarpa de Viana do Castelo em maio, tem capacidade para 200 passageiros e 110 tripulantes, representando um investimento de 70 milhões de euros, parte daquele montante financiado pela banca portuguesa.

Em novembro de 2018, a empresa de Mário Ferreira encomendou mais dois novos navios da mesma série, o MS World Voyager e o MS World Navigator, que deverão começar a operar em 2020 e 2021, respetivamente.

A construção daqueles dois navios representa um investimento de 165 milhões de euros, financiado pelo ICBC Leasing, Banco Industrial e Comercial da China.

Presente na cerimónia, o primeiro-ministro, António Costa disse que os estaleiros da WestSea são “uma referência da capacidade de renovação da indústria naval do país”, apontando como exemplo o primeiro navio oceânico “integralmente concebido e fabricado” em Portugal.

“Nunca tinha sido construído um paquete em Portugal”, afirmou António Costa durante a cerimónia de batismo do MS World Explorer, um investimento de 70 milhões de euros do grupo Mystic Invest, do empresário Mário Ferreira.

O primeiro-ministro destacou ter sido informado pelo Almirante António Silva Ribeiro, Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, presente na cerimónia, que, “em Portugal, há 45 anos que não era construído um navio com as dimensões do paquete” hoje batizado nos estaleiros da subconcessionária dos extintos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC).

“O meu profundo agradecimento e reconhecimento pela excelência do trabalho que vem desenvolvendo em prol da economia nacional. Sem a WestSea isto não seria possível”, sublinhou, aplaudido pelas cerca de 400 pessoas presentes na tenda gigante montada nos estaleiros e onde marcaram presença, entre outras personalidades, o ministro Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira, o presidente do PSD, Rui Rio, e os presidentes da Câmaras de Viana do Castelo, José Maria Costa e do Porto, Rui Moreira

António Costa adiantou que “se tudo correr bem” o Governo encomendará “mais seis novos Navio Patrulha Oceânico (NPO) e outros navios previstos na Lei de Programação Militar”, recordando que, nos estaleiros de Viana do Castelo, outros quatro NPO já foram construídos para a Marinha portuguesa, dois dos quais pela WestSea.

António Costa referiu-se a Mário Ferreira como “um exemplo extraordinário da qualidade dos empresários do setor do turismo”, pela capacidade de “diversificar a oferta e quebrar a sazonalidade,”.

Costa adiantou que o “turismo não é uma atividade que viva para si própria e de si própria,” mas “é um fator imenso de atração em toda a cadeia da economia nacional”, apontando o caso do primeiro dos três paquetes que a Mystic Invest vai construir.

“Por um lado, a indústria naval, mas também a do mobiliário, têxtil, loiças, cutelaria. A indústria nacional está aqui presente. Presente estarão também os produtos agroalimentares servidos a bordo, desde a excelência dos nossos vinhos à excelência do nosso café. Cada um destes navios será uma grande embaixada de Portugal um pouco por todo o mundo”, defendeu.

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