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admin 25 Jun 2019

Escola Superior Agrária do IPVC acolhe Congresso Internacional sobre Produção e Utilização de Insetos

Durante dois dias, 27 e 28 de junho, a Associação Portuguesa de Engenharia Zootécnica, em parceria com a Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de […]

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Durante dois dias, 27 e 28 de junho, a Associação Portuguesa de Engenharia Zootécnica, em parceria com a Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, vai reunir, em Ponte de Lima, especialistas na área dos insetos no II Congresso Internacional sobre Produção e Utilização de Insetos (INSECTA’2019).

Uma área que tem vindo a ser cada vez mais explorada e trabalhada pela Escola Superior Agrária do Politécnico de Viana do Castelo e que vai de encontro com as recomendações da Comissão Europeia e da FAO – Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura, “para que sejam encontradas fontes alternativas de proteínas para suprir o crescente aumento da população mundial de fontes proteicas de elevado valor biológico, assim como a sua utilização como matéria prima na elaboração de rações para animais (de companhia e de produção)”.

A INSECTA’2019 encontra-se dividida em 4 sessões que pretendem, segundo a organização, “trazer aos participantes os conteúdos mais relevantes sobre a regulamentação, perspetivas da indústria e da investigação sobre a produção e o uso dos insetos na cadeia alimentar humana (Food) e animal (Feed) assim como sobre as técnicas de produção e maneio dos insetos”.

O painel de oradores convidados para o primeiro dia do INSECTA’2019 conta com a participação de nomes como os de Teun Veldkamp, presidente da Commission on Insects da Federação Europeia da Ciência Animal (EAAP), Christophe Derrien, membro da International Platform of Insects for Food and Feed (IPIFF), Silvia Capelloza do Council of Research in Agriculture and Analysis of Agricultural Economics (Itália), José Manuel Costa (DGAV/EU), Guilherme Pereira (Portugal Bugs), Daniel Murta (Entogreen, Portugal), Jose Sánchez (Aproinsect, Espanha) e Rui Nunes (Portugal Insect), entre outros.

No segundo dia será realizado um Workshop sob a responsabilidade do docente do IPVC, Júlio César Lopes e da bolseira de Investigação do IPVC, Sara Cardoso, subordinado ao tema: “Six-Legged Livestock: introdução à produção de insetos”, cujo programa pretende fornecer aos participantes, informações sobre as técnicas de produção das principais espécies de insetos utilizados em produção comercial.

Politécnico de Viana já tem Insectário

A funcionar há quase um ano o Insectário da Escola Superior Agrária do Politécnico de Viana do Castelo surge no âmbito do projeto MAR2020-MAR-02.01-FEAMP-0087-Rana perezi, que visa o estudo de fontes alternativas de proteína para o desenvolvimento de rações a utilizar na produção comercial de rãs, de acordo com as recomendações da Comissão Europeia de diminuir a dependência do uso da farinha de peixe nas rações para aquacultura. O projeto, coordenado pela ESA-IPVC, tem como parceira a Associação Portuguesa de Ranicultura, encontrando-se já em fase avançada de instalação a Unidade de Investigação em Aquacultura.

Uma vez que a utilização de insetos já se encontra regulamentada para uso em rações para peixes, a ESA/IPVC iniciou há quase um ano (através da utilização de um espaço adaptado para o efeito), uma unidade experimental para produção de insetos (Insectário ESA) com o objetivo de testar diferentes formas de produção de insetos através da avaliação da qualidade nutricional e o desempenho zootécnico de diferentes espécies assim como a sua viabilidade para a produção de componentes a incorporar nas dietas experimentais da Unidade de Investigação em Aquacultura (inclusive sendo tema do desenvolvimento de uma Tese de Mestrado em Agricultura Biológica, em fase de conclusão).

Em breve será dado início à construção de uma Unidade autónoma para instalação do “Insetário ESA” onde se pretende continuar com os trabalhos de investigação sobre a produção de insetos, nomeadamente das espécies Tenebrio molitor e Zophobas morio (Coleóptera, “Besouros da farinha”), Acheta domesticus (Ortóptera, “Grilo domestico”) e Blaptica dubia (Blattodea, “Barata dúbia”) que já se encontram em plena produção nas instalações provisórias do Insetário ESA.

O projeto MAR2020-MAR-02.01-FEAMP-0087-Rana perezi foi financiado com cerca de 740.000€ através do Programa Operacional MAR2020, sendo financiado em 75% através do Fundo Europeu dos Assuntos Marítimos e das Pescas (FEAMP) e em 25% através de comparticipação nacional (dos quais cerca de 50.000€ serão investidos na construção e equipamento do Insectário experimental).

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