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admin 26 Jul 2019

Câmara de Viana do Castelo aprova por unanimidade moção apresentada pela CDU

A Câmara de Viana do Castelo aprovou ontem por unanimidade uma moção apresentada pela vereadora da CDU, Cláudia Marinho, em defesa da preservação do ambiente […]

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A Câmara de Viana do Castelo aprovou ontem por unanimidade uma moção apresentada pela vereadora da CDU, Cláudia Marinho, em defesa da preservação do ambiente e da natureza, como forma de prevenir as alterações climáticas.

O documento, apresentado no período antes da ordem do dia da reunião ordinária do executivo municipal, “exige a adoção de medidas de reforço dos meios do Estado para desenvolver uma verdadeira política de defesa da natureza, colocando a riqueza natural do país ao serviço do povo e do desenvolvimento nacional”.

A moção reclama ainda “o desenvolvimento de alternativas energéticas de domínio público, o reforço do investimento no transporte público no sentido da sua gratuitidade e alargando a sua oferta em detrimento do transporte individual, o investimento na investigação e desenvolvimento com vista à diminuição da dependência de combustíveis fósseis e a defesa da produção local”.

O documento, que recolheu a unanimidade do executivo municipal da capital do Alto Minho, liderado pelo socialista José Maria Costa, “exige igualmente o reforço dos meios financeiros das autarquias para poderem prosseguir e melhorar a sua intervenção nas questões ambientais, no quadro das suas competências” e “insta o município a prosseguir e a intensificar as ações, medidas e projetos que contribuam para prevenir causas que estão na origem de alterações climáticas”.

“As causas que estão na origem da degradação do ambiente exigem respostas prontas e decididas para a inverter”, refere a moção, acrescentando que “a destruição da floresta, a poluição hídrica e atmosférica, a agricultura intensiva, principais causas da degradação do ambiente, são consequência do modo de produção capitalista que conduz à exploração abusiva dos recursos para além das necessidades dos seres humanos, à sobreprodução e ao desperdício”.

A moção comunista adianta que, “mesmo reconhecendo-se que são múltiplos os fatores, objetivos e subjetivos, que influenciam as condições climáticas e que estão na origem das suas alterações, os que têm origem na relação com a natureza e os seus recursos têm um peso não desprezível”.

“Enfrentá-los exige e adoção de políticas sérias e consistentes, a mobilização de recursos, a ampliação da consciência dos problemas e das causas que os promovem”, sustenta.

A moção da vereadora da CDU diz ainda que “os alarmismos em torno das alterações climáticas só servem os interesses dos negócios em nome do ambiente e podem servir como justificação para a criação de novas taxas e impostos ditos verdes que penalizam comportamentos individuais das camadas mais pobres ou para acentuar a implementação de mecanismos financeiros e especulativos, como o mercado do carbono, que tornam a poluição um negócio de muitos milhões em que é mais barato poluir do que investir em tecnologia para reduzir as emissões para atmosfera”.

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