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admin 07 Ago 2019

Procissão ao Mar da Romaria da Agonia pode estar em risco

A procissão ao Mar das festas de Nossa Senhora da Agonia, marcada para 20 de agosto, pode estar em risco de se realizar ao ser […]

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A procissão ao Mar das festas de Nossa Senhora da Agonia, marcada para 20 de agosto, pode estar em risco de se realizar ao ser boicotada por pescadores em protesto contra a instalação de um cabo submarino a propósito do futuro parque eólico no mar Windfloat, escreve esta quarta-feira o jornal Público. Os pescadores em causa reclamam compensações uma vez que a colocação do cabo de 17 quilómetros interfere no espaço de pesca.

Em causa está o projeto Windfloat Atlantic, de aproveitamento da energia das ondas, coordenado pela EDP, através da EDP Renováveis, e que integra o parceiro tecnológico Principle Power, a Repsol, a capital de risco Portugal Ventures e a metalúrgica A. Silva Matos.

A central eólica “é composta por três aerogeradores, assentes em plataformas flutuantes ancoradas ao fundo do mar, similares às testadas no projeto WindFloat, que esteve implantado na Póvoa de Varzim, entre 2011 e 2016”.

Da plataforma que fica mais próxima da costa, partirá um cabo elétrico submarino em direção a terra, o qual terá a função de transportar a energia produzida até ao ponto de interligação com a rede elétrica existente.

Segundo o Público, o secretário de Estado das Pescas, José Apolinário, negociou com alguns armadores uma compensação de 200 mil euros atribuída pela REN. Numa fase anterior, o consórcio Windplus já tinha negociado com 16 armadores de Viana do Castelo um valor de um milhão de euros — verba que está a ser paga.

O advogado Pedro Meira representa dezenas de pequenos pescadores que dizem ter ficado de fora das negociações. Descontentes com a situação, querem negociar com o secretário de Estado das Pescas e garantem rejeitar os 200 mil euros. Segundo Pedro Meira, os 30 pescadores que representa querem conhecer “o critério de atribuição dos 1,2 milhões e, com base nesse critério, serem compensados de forma equitativa”.

Caso o Governo não aceite negociar, estes mesmos pescadores prometem boicotar as festas da Nossa Senhora da Agonia, entre outras “medidas de força”.

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