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Pedro Xavier 25 Mar 2020

Covid-19: Desempregada de Cerveira junta mais de 100 pessoas a costurar batas e toucas

Paula Santos, residente em Vila Nova de Cerveira, desempregada de 47 anos, conseguiu juntar mais de 110 mulheres que se disponibilizaram para, em casa, costurarem batas e toucas para os profissionais de saúde do país. Todas juntas pedem apoio a empresas que possam oferecer tecido para garantir a continuidade da produção.

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“Lanço o apelo às empresas ou quem nos quiser doar material e as linhas de costura para, com o nosso trabalho, podermos continuar a costurar para os profissionais de saúde”, apelou.

A matéria-prima para iniciar hoje a confeção das primeiras batas e toucas está garantida, mas Paula Santos está a ter dificuldade em conseguir o TNT- Tecido Não-Tecido (material semelhante ao tecido mas obtido através de uma liga de fibras e um polímero), impermeável/respirável de 70 gramas, necessário “para a melhor proteção dos profissionais de saúde”.

As primeiras batas e toucas “vão ser enviadas para três hospitais do Porto”, mas o objetivo é produzir para o hospital de Viana do Castelo e outros que precisem”.

Paula Santos, a frequentar a licenciatura em Gestão de Qualidade, na Escola Superior de Ciências Empresariais (CSCE) de Valença, suspensa por causa do novo coronavírus, decidiu que “não podia ficar parada a assistir  à escassez de equipamentos de proteção individual que afeta os profissionais do Serviço Nacional de Saúde (SNS)”.

A matéria-prima que conseguiu arranjar e, os moldes das batas e toucas, começam hoje a ser distribuídas, porta a porta, às suas costureiras voluntárias.

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