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Pedro Xavier 26 Mar 2020

Covid-19: Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda questionou Governo sobre encerramento da Camipão em Caminha

Numa situação de pandemia a situação desta empresa preocupa por deixar perto de 60 pessoas completamente desprotegidas.

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A Panificadores Unidos do Concelho de Caminha, Lda. comercialmente conhecida por Camipão, fundada em 1973 através da fusão de diversos panificadores que exerciam a actividade no Concelho de Caminha no Distrito de Viana do Castelo. A empresa está sediada na Sandia, com 11 lojas nos concelhos de Caminha e Vila Nova de Cerveira e com 65 trabalhadores.

Segundo os relatos, descritos pelo Bloco, a empresa atravessava algumas dificuldades financeiras, tendo salários, subsídios de férias e de natal em atraso, contudo ninguém previa que a empresa encerrasse a suas portas de um dia para o outro.

Os bloquistas adiantam ainda que “segundo informações numa recente reunião de acionistas realizada a 11 de março foi transmitido que a situação era estável e para ninguém se preocupar”.

A administração desta empresa, “não só decidiu avançar para o despedimento de todos os trabalhadores sem qualquer aviso prévio, como ainda se recusa a passar a declaração de situação de desemprego aos trabalhadores, colocando assim em causa a sobrevivência destes e das suas famílias”. O Bloco de Esquerda afirma que “este tipo de prática por parte da administração desta empresa revela uma crueldade para com os trabalhadores e desprezo para com os direitos laborais que é inaceitável numa sociedade do século XXI”.

O Bloco quer saber se o Governo tem conhecimento da situação e como está a tutela disponível para analisar com a empresa, no quadro dos apoios extraordinários às empresas concedidos no contexto da pandemia, uma solução que permita a viabilização da empresa e a manutenção dos postos de trabalho.

Que medidas pretende o Governo adotar com caráter de urgência para que rapidamente estes trabalhadores tenham, no mínimo, acesso ao subsídio de desemprego ou outras medidas de proteção social consentâneas com a situação descrita.

Foto retirada do portal despedimentos.pt

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