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Pedro Xavier 05 Abr 2020

Projeto do IPVC considerado o melhor no âmbito das candidaturas ao Programa “Ambiente, Alterações Climáticas e Economia de Baixo Carbono” tendo obtido a melhor pontuação e um financiamento de 140.349,64

Já são conhecidos os projetos vencedores no âmbito das candidaturas ao Programa "Ambiente, Alterações Climáticas e Economia de Baixo Carbono" promovido pelo Ministério do Ambiente e da Ação Climática (MAAC) e financiado pela EEA Grants Portugal.

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O Instituto Politécnico de Viana do Castelo apresentou dois projetos considerados elegíveis tendo o Refill H2O obtido a melhor classificação de todos os que se encontravam a concurso. O projeto terá a duração de 18 meses e começará a ser implementado em setembro, sendo que os contratos de financiamento, entre o Fundo Ambiental e os seis vencedores serão assinados brevemente.

Apresentação e descrição do projeto:

Refill H2O IPVC

Investigadores IPVC (por ordem alfabética): Ana Curralo, António Curado (Coordenador), Bruno Alves, Mário Barros e Sérgio Lopes

Parceiro: AREA Alto Minho – Agência Regional de Energia e Ambiente do Alto Minho

O Projeto pretende incrementar a utilização de matérias-primas secundárias que permitam substituir o uso dos plásticos, promovendo para o efeito o desenvolvimento de uma estação de reenchimento de garrafas de água reutilizáveis isentas de plásticos, processo que será iniciado com a implementação de um inquérito a um grupo alargado de utilizadores de forma a definir os requisitos funcionais da referida estação de reenchimento e da garrafa.

Tendo como base os resultados do inquérito, a equipa procederá à conceção dos dois protótipos que contribuirão para atingir os resultados a que o Projeto se propõe:

– Estação de reenchimento
– Garrafa

Os protótipos depois de concebidos, desenvolvidos e testados, serão instalados e disponibilizados nas 6 escolas do IPVC, respetivos bares, cantinas e residências académicas, sendo retirada de comercialização nestes mesmos espaços, as garrafas plásticas de água mineral.

Posteriormente, após um período de avaliação os resultados (quantidade de garrafas de água plásticas que se evitaram vender, quantidade de novas garrafas de água vendidas, quantidade evitada de utilização de plásticos, poupança energética, redução da emissão de Gases de Efeito de Estufa, etc.), estes serão devidamente tratados e disseminados com a recurso a um conjunto de campanhas de sensibilização.

Assim e numa primeira fase, o Projeto pretende implementar um inquérito exaustivo à escala do IPVC que permita identificar os hábitos de consumo da população residente de água embalada em garrafas plásticas. O coordenador do projeto, António Curado, explica que “no inquérito a implementar, a população residente será convidada a identificar um conjunto de requisitos físicos, estéticos e funcionais que permitam criar uma especificação para desenvolvimento de uma nova garrafa de água “ambientalmente amigável”, isto é, sublinha o investigador do IPVC, “constituída pelo material mais adequado, com o volume ajustado às necessidades dos utilizadores, com abertura e fecho automático, de fácil enchimento, durável, e esteticamente apelativa”.

A par da implementação do inquérito será desenvolvida uma estação de reenchimento de água a instalar nas escolas, bares, cantinas e residências do IPVC, que reunirá um conjunto de caraterísticas inovadoras. De forma a cativar a utilização da estação de reenchimento, pretende-se ainda criar uma garrafa com um design atrativo e assente em materiais devidamente selecionados, isento de plásticos, que permita a reutilização em larga escala e que garanta a qualidade da água armazenada.

Sendo os plásticos responsáveis por 70% do lixo marinho e encontrando-se o Instituto Politécnico de Viana do Castelo localizado em zona costeira, “é missão incutir novas práticas que promovam na sociedade novos hábitos de consumo ambientalmente responsáveis, sensibilizando a sociedade quanto às consequências no estado do oceano resultantes das escolhas de bens e serviços que não consideram os impactes ambientais”.

O coordenador do Projeto Refill H2O IPVC, António Curado, sublinha que “as instalações do IPVC são frequentadas anualmente por mais de 5000 alunos das mais diferentes faixas etárias, nas quais são consumidas anualmente cerca de 51000 garrafas plásticas de 0,50l e 15000 garrafas plásticas de 1,50l. Este consumo resulta na produção de 1215Kg de resíduos plásticos. O elevado consumo local, associado ao facto de o seu Campus ser frequentado por um público jovem, aberto à mudança de mentalidades, torna esta instituição vocacionada para a implementação de um projeto-piloto que vise a implementação de um modelo de substituição gradual das indesejáveis garrafas plásticas de água, que satisfaça as necessidades do público-alvo, e que permitam uma fácil replicação da solução desenvolvida no estabelecimentos de ensino profissional, básico e secundário do Alto Minho, numa primeira fase, e do território nacional, numa fase posterior que sai fora do âmbito da presente candidatura”.

António Curado sublinha ainda que “segundo dados da PORDATA, no ano 2018, existiam no Alto Minho aproximadamente 38139 alunos, estimando-se assim que a replicação por todos os estabelecimentos de ensino neste território possa originar uma redução de 9268 kg anualmente”.

Entidade Financiadora: EEA Grants Portugal

O que é a EEA Grants?

Através do Acordo do Espaço Económico Europeu (EEE), assinado na cidade do Porto em maio de 1992, a Islândia, o Liechtenstein e a Noruega, são parceiros no mercado interno com os Estados-Membros da União Europeia.

Como forma de promover um contínuo e equilibrado reforço das relações económicas e comerciais, as partes do Acordo do Espaço Económico Europeu estabeleceram um Mecanismo Financeiro plurianual, conhecido como EEA Grants, através do qual a Islândia, o Liechtenstein e a Noruega apoiam financeiramente os Estados membros da União Europeia com maiores desvios da média europeia do PIB per capita, onde se inclui Portugal.

Os dois grandes objetivos dos EEA Grants são:

Reduzir as disparidades económicas e sociais no Espaço Económico Europeu

Reforçar as relações bilaterais entre os países beneficiários e os países doadores.

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