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Pedro Xavier 24 Mai 2020

Ambientalistas, técnicos e políticos foram conhecer trabalhos em curso na Mata Nacional do Camarido

Face a alguma controvérsia que o Município de Caminha considera "infundada", realizou-se uma visita à Mata Nacional do Camarido com o intuito de dar a conhecer os trabalhos em curso no âmbito do Plano de Gestão Florestal (PGF) aprovado em 2010, que vêm sendo desenvolvidos pelo ICNF - Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas.

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A autarquia caminhense realizou esta visita em conjunto com o ICNF para esclarecer todas as dúvidas que possam existir face ao trabalho que está a ser executado e “que é fundamental à boa gestão e à vida deste espaço esplêndido”. Um trabalho que, “afinal, corresponde por inteiro ao Plano de Gestão Florestal aprovado em 2010, depois de ter sido submetido a discussão pública, e que foi acompanhado já na altura pelas associações ambientalistas”.

A visita foi acompanhada pelos representantes das associações ambientalistas COREMA – Associação de Defesa do Património e NUCEARTES-Núcleo de Estudos e Artes do Vale do Âncora. Entre as entidades presentes, destaque para Sandra Sarmento, diretora regional da Natureza e Florestas do Norte; Rui Batista, gestor da Mata, comandantes dos Bombeiros Voluntários de Caminha, representantes da Assembleia Municipal de Caminha, freguesias, vereadores da oposição e órgãos de Comunicação Social.

Aos jornalistas, o presidente da COREMA, Associação de Defesa do Património, José Gualdino Fernandes garantiu que “já conhecia esta intervenção desde a sua génese”. O responsável considerou a visita proveitosa, até por terem surgido algumas posições que, em seu entender, se devem a desconhecimento e que provocaram alarido.

Coube ao gestor da Mata, Rui Batista expor minuciosamente o plano que está a ser desenvolvido num espaço com cerca de 140 anos. Depois de fazer o enquadramento histórico da Mata Nacional do Camarido, o técnico explicou que o Plano aprovado há 10 anos está a ser cumprido em função do cronograma que foi estabelecido. Neste momento está praticamente cumprido um primeiro ciclo desse plano, que consistiu genericamente a retirada de material seco e decrépito, que se traduzia também em perigo para as pessoas que usam o espaço, assim como acácias, e execução de faixas. São, afirmou, ações indispensáveis para a proteção das pessoas e para tornar a Mata mais diversificada, com maior peso de folhosas. Além disso foi feita a reconversão de povoamentos e plantadas 23 mil novas árvores. Após a fase de consolidação deste primeiro ciclo será dado início ao segundo ciclo do PGF da Mata do Camarido, que incluirá a plantação de mais 23 novas árvores.

Conforme foi sublinhado pelos diversos especialistas, este é um trabalho contínuo, que o ICNF desenvolve e que mereceu os elogios do presidente da Câmara. Miguel Alves considerou o trabalho extraordinário e lamentou a falta de conhecimentos que, como no caso, originou “alarido completamente infundado”.

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