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Pedro Xavier 11 Mai 2020

Covid-19: Mortes em março e abril aumentaram em relação a 2019

Entre 01 de março e 26 de abril deste ano morreram mais 1.667 pessoas do que no mesmo período de 2019, sobretudo pessoas com 75 e mais anos, divulgou o Instituto Nacional de Estatística (INE).

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Nessa faixa etária morreram mais 1.597 pessoas do que no passado, segundo os indicadores hoje publicados, que dizem respeito ao impacto da pandemia de covid-19.

O total de mortes deste período este ano atingiu 19.545 e 14.264 das pessoas tinham mais de 75 anos. Relativamente ao mesmo período de 2018, houve mais 580 mortes este ano.

Em 173 dos 308 municípios houve mais mortes nas últimas quatro semanas do que a média das mortes durante o mesmo período dos anos de 2018 e 2019 e em 52 deles o número de mortes foi 1,5 vezes superior.

Nas restantes autarquias (44% do total), o número de mortes foi igual ou inferior ao período homólogo.

Quanto ao número de casos da covid-19, a média nacional registada no dia 06 de maio era de 26 casos confirmados por cada dez mil habitantes, um aumento de 20% em relação a 22 de abril, a data de referência do último boletim do INE.

Entre 07 de abril, data do primeiro boletim, e 22 de abril, tinha aumentado 70% a média de casos por 10.000 habitantes.

Em 51 municípios, o número de casos por 10.000 habitantes foi superior à média nacional, 36 dos quais na região norte.

No boletim do INE destacam-se Valongo, Matosinhos, Maia, Gondomar, Porto, Santo Tirso e Vila Nova de Gaia, com mais de 40 casos confirmados por 10.000 habitantes.

Na região centro, havia 12 municípios com número de casos acima da média nacional, bem como Lisboa, o município alentejano de Moura e Nordeste, nos Açores.

Relacionando densidade populacional e número de casos confirmados por 10.000 habitantes, 34 dos 51 municípios acima da média nacional têm também valores de densidade populacional acima da média, como Ovar, Condeixa-a-Nova, Valongo, Matosinhos, Felgueiras, Braga, Lisboa ou Porto.

“Apesar da progressiva disseminação da pandemia pelo território nacional, o seu impacto continua a ser caracterizado por uma elevada heterogeneidade regional”, comenta o INE.

Para este boletim, o INE contou todas as mortes ocorridas em território nacional, uma informação preliminar recolhida no Sistema Integrado do Registo e Identificação Civil.

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