FECHAR
Logo
Pedro Xavier 25 Jul 2020

José Maria Costa quer reforço das Comunidades Intermunicipais para reativar economia dos territórios com baixa densidade

O Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, que é também Presidente da Comunidade Intermunicipal do Alto Minho (CIM Alto Minho), defende que o reforço das Comunidades Intermunicipais é o caminho a tomar para que o país seja mais coeso.

Acessibilidade

Ouvir
Aumentar Texto Diminuir Texto
Contraste Contraste

 No debate “Os Caminhos da Recuperação Económica em Portugal: Hipóteses a Norte”, hoje promovido pelo Jornal de Notícias e pela Câmara Municipal do Porto, o autarca vianense referiu que “são as CIM’s, nos chamados territórios de baixa densidade, que fazem a reativação económica”. 

“Se não forem as CIMS e as Câmaras Municipais a atuar nestes territórios, por vezes as pequenas e médias empresas não conseguem ter acesso aos apoios necessários”, referiu José Maria Costa, indicando que é preciso “muscular do ponto de vista institucional o território” e defendendo uma “estratégia de concertação na região norte para apoiarmos sub-regiões que não estão a crescer tão depressa e com tanta intensidade”.

“Temos um país bloqueado em termos de desenvolvimento. Para podermos avançar para o desenvolvimento, temos de olhar para a questão institucional. Precisamos de um debate regional e maior concertação entre os diversos atores regionais. Em situações de crise, de dificuldade, vemos que o sistema institucional não está a resolver o problema e a ajudar a ultrapassar dificuldades”, frisou o edil.

José Maria Costa secundou o autarca de Vila Nova de Gaia, referindo ainda que é preciso “convocar as elites de todas as áreas para refletirmos o nosso futuro comum e para discutir como podemos trabalhar em conjunto para que o Norte preste um melhor serviço ao país”.

O autarca destacou também a necessidade de reforçar a aposta no conhecimento e na inovação, reforçando sinergias com o ensino superior. “A primeira coisa a fazer é reforçar a rede de universidades e politécnicos do interior do pais. A questão da inovação e do conhecimento e da inovação é fundamental. Não saímos da cepa torta se não investirmos no conhecimento e na inovação. Temos de fazer com que o interface entre ensino superior e empresas seja mais fluído”, destacou José Maria Costa.

“Temos vários tipos de interiores. No Alto Minho também temos essa situação, por isso temos de desenhar políticas diferentes para a valorização do interior. E temos de convocar o conhecimento para desenhar essas políticas”, declarou ainda.

“Não podemos ter mais do mesmo. Temos que desenhar políticas que se adaptem às caraterísticas de cada território”, concluiu.

Comentários

Últimas notícias

mais notícias

Últimos podcasts

mais podcasts