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Pedro Xavier 05 Ago 2020

Viana do Castelo lança Agenda para a Inovação 2030 para “rasgar o horizonte” e vencer batalha do desenvolvimento 

O primeiro de seis fóruns temáticos que visam preparar a Agenda para a Inovação 2030 aconteceu ontem, tendo como orador António Cunha, antigo reitor da Universidade do Minho. O Presidente da Câmara Municipal, José Maria Costa, referiu que é objetivo do Município “rasgar o horizonte” através da inovação, para que Viana do Castelo possa “vencer a batalha do desenvolvimento”.

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O autarca definiu esta como sendo “a reunião zero” da Agenda da Inovação, naquele que é “um processo de preparação para os novos desafios que temos pela frente”. O encontro serviu para apresentar institucionalmente a intenção do Município de discutir uma agenda de desenvolvimento para os próximos anos, tendo a inovação como mote. 

“Temos de inovar em muitas áreas, no domínio da educação, no domínio da governança, no domínio industrial, e para isso temos de promover um conjunto de metodologias de participação, como este fórum onde vamos apresentar o projeto à Câmara Municipal, à Assembleia Municipal, a entidades que connosco cooperam institucionalmente e alguns empresários”, referiu. O segundo fórum será a 18 de setembro e terá como orador o eurodeputado José Manuel Fernandes, decorrendo os restantes até janeiro de 2021. O edil refere que os próximos fóruns irão olhar para as grandes linhas da União Europeia e financiamentos previstos, o conhecimento e a economia do mar, educação, cultura e identidade, entre outros temas.

António Cunha, orador convidado, referiu que a tecnologia que entra na dimensão industrial, agrícola, de saúde pública, de cidadania e de educação terá de ser uma das fortes apostas. “Viana do Castelo é conhecida por ter uma agenda muito lúcida e equilibrada, nomeadamente num balanço entre uma atividade industrial que tem crescido significativamente nos últimos anos, mas num respeito muito grande pelas questões de sustentabilidade, de qualidade de vida dos que aqui moram e aqui vêm de visita”, indicou.

A economia do mar e o cluster automóvel são, para António Cunha, “vantagens que Viana tem e que certamente continuará a aproveitar, mas terá de fazer o salto tecnológico”.

Tendo por base uma metodologia participativa, Viana do Castelo começou assim a preparar a Agenda para a Inovação 2030, que deverá estar concluída dentro de seis meses. O objetivo da Agenda para a Inovação dar coerência e interligar grandes investimentos que estão assegurados e ainda identificar e projetar novos investimentos, no Quadro de Inovação e Desenvolvimento Sustentado.

Assim, este deverá ser um documento abrangente e aberto à participação de todos, entre técnicos, especialistas, cidadãos e instituições. “Queremos que a Agenda 2030 seja um mecanismo de democracia participativa, onde todos os vianenses participem na construção de um futuro comum”, reforçou o autarca.

Por isso, a Agenda deverá refletir a visão das escolas, das empresas e das instituições do concelho sobre o nosso futuro coletivo. O documento será criado tendo por base uma metodologia participativa, que incluirá um inquérito em formato infomail/ RSF, que será enviado a todas as habitações no mês de setembro, convidando os vianenses a darem a sua opinião e remetê-la ao Grupo de Trabalho. Será lançada, neste mês de agosto, uma plataforma online com informação e inquérito online, com a possibilidade de envio de documentos de interesse para a Agenda.

Será ainda promovido um estudo de opinião sobre avaliação e expectativas dos vianenses; realizando-se também reuniões de brainstorming e focus group após recolha dos inquéritos. O Conselho de Desenvolvimento Estratégico de Viana do Castelo irá também pronunciar-se com um documento, que será apresentado em conclusão num fórum final, antes de ser validado pela Câmara Municipal e Assembleia Municipal.

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