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28 Set 2020

Reabriu Centro de Interpretação do Castro do Vieito em Perre

Pedro Xavier

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No âmbito das I Jornadas do Património de Viana do Castelo o Presidente e o executivo municipal marcaram presença na reabertura do Centro de Interpretação do Castro do Vieito, na freguesia de Perre, que incluiu a apresentação do filme "Técnicas Milenárias - Castro do Vieito" e o lançamento de uma brochura relativa à exposição permanente.

O Centro de Interpretação do Castro do Vieito, inaugurado em 2017, resulta dos achados encontrados durante a construção da A28 e da A27. O equipamento, instalado na antiga Escola das Portelas, visa preservar, valorizar e musealizar a área arqueológica e resulta de um trabalho de parceria entre a autarquia, a Junta de Freguesia de Perre, a Universidade de Coimbra e o Museu D. Diogo de Sousa.

Recorde-se que, ao longo de dois dias, foram promovidas as I Jornadas do Património de Viana do Castelo, que contaram com a intervenção de diversos especialistas da área, integrando o seminário “Contextos e Intervenções em Património”. 

O Castro do Vieito, localizado na margem direita do rio Lima, insere-se na Serra de Perre ocupando uma pequena colina envolvida nas vertentes do vale do ribeiro de Portuzelo – Outeiro, e é um povoado fortificado do tipo tradicional com médias dimensões, disposto em patamares devido ao escalonamento do terreno. Tem um sistema defensivo assente em duas muralhas, reforçadas por um fosso do lado norte e complementado por um torreão.

A escavação do sítio, que ocorreu entre 2004 e 2005, correspondeu a cerca de 15.000 m2, e demonstrou que a povoação atingiu o seu auge durante o período tibero-claudiano (meados a finais do I séc. a.C.), onde apresentou maior densidade de habitação, evolução técnica e conforto em todos as suas vertentes económicas e culturais.

Foi um povoado de grandes contatos com o exterior, como se pode verificar pela grande quantidade de material importado (grande quantidade de ânforas). O rio Lima constituía uma via de comunicação por excelência para o transporte de mercadorias. A existência de metais e consequente exploração na zona também teve grande importância para os habitantes deste castro.

Perante os achados, foi decidida a musealização através do Gabinete de Arqueologia da Câmara Municipal, da Universidade de Coimbra e do Museu D. Diogo de Sousa, sendo que foram encontrados vários artefactos de valor, designadamente uma tranqueira em pedras com a forma de uma cabeça humana, diversas ânforas, cerâmica, moedas de prata, brincos e outros objetos de adorno, alfaias agrícolas, entre outros.

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