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Pedro Xavier 04 Out 2020

Câmara de Viana do Castelo avalia alternativa para evitar abate de 12 plátanos no Cabedelo

O presidente da Câmara de Viana do Castelo disse estar a ser avaliada uma alternativa apresentada por moradores no Cabedelo para a construção dos acessos ao porto de mar para evitar abater até 12 árvores.

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“O assunto foi discutido numa assembleia da associação e um dos sócios apresentou uma proposta, com alguma fundamentação, que estamos agora avaliar do ponto de vista da sua exequibilidade. Se for exequível teremos todo o gosto em a executar”, afirmou o autarca.

Em causa está a construção de uma rotunda de acesso ao porto de mar da cidade, na avenida do Cabedelo, na freguesia de Darque, que deveria ter sido iniciada no dia 14, mas foi embargada por moradores que contestam o abate de cerca de 30 das 170 árvores (plátanos) existentes nos 628 metros daquela artéria.

Contactado pela agência Lusa,  José Maria Costa disse que a solução proposta “é interessante” e se for viável será concretizada.

“Quando recebemos a associação de moradores, recebemos com boa-fé. Para explicar a importância desta via, não só para o porto de mar, mas para toda a mobilidade da zona sul do concelho. Estivemos sempre uma perspetiva construtiva, de encontrar soluções dentro do razoável”, observou.

“Neste caso, o que nos parece, é que esta alternativa tem razoabilidade, é uma ligeira alternação, não fere o projeto, é um pequeno ajuste, e que vamos procurar concretizar. Só estamos à espera do parecer técnico da equipa projetista”, acrescentou.

José Maria Costa explicou que a solução “prevê uma ligeira alteração da inserção da rotunda na antiga Estrada Nacional (EN) 13-5”, atual avenida do Cabedelo, que contempla “uma deslocação ligeira” da rotunda a construir “para nascente e para sul”.

“A rotunda fica descentrada em relação à avenida e com essa solução viária reduz-se o abate de plátanos, em cerca de 10 a 12. Parece-me interessante, mas estamos a avaliar. Se for tecnicamente adequada e não ferir ou colocar em causa a segurança rodoviária, naturalmente, que irei falar com a administração portuária no sentido de a viabilizarmos”, referiu.

Questionado sobre os custos da “ligeira alteração” ao traçado inicial da ligação rodoviária, José Maria Costa disse não ter “essa avaliação”, e admitiu que a proposta dos moradores “é melhor”, por reduzir o número de árvores a abater.

“Esta solução tem menor impacto, reduz o número de plátanos a abater. Desse ponto de vista é melhor. Vamos ver se do ponto de vista técnico ou rodoviário não tem nenhuma fragilidade”, especificou.

José Maria Costa apontou para terça-feira, dia 6 de outubro, nova reunião com a associação de moradores. Se até aquela data a solução final estiver “fechada”, estimou que a construção da última fase dos acessos ao porto de mar possa ser retomada ainda durante este mês.

A construção dos acessos rodoviários ao porto de mar foi iniciada em fevereiro de 2019. Os novos acessos, com 8,8 quilómetros e reivindicados há mais de quatro décadas, terão duas faixas de rodagem de 3,5 metros de largura, e representam um investimento superior a nove milhões de euros.

A obra é financiada pela Câmara de Viana do Castelo e pela Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL).

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