FECHAR
Logo
Capa
A TOCAR Nome da música AUTOR
Rádio Geice 19 Out 2020

Igreja em Ponte de Lima classificada como monumento de interesse público

A igreja de São João da Ribeira, incluindo o património móvel integrado e o adro, no lugar da Igreja, freguesia de Ribeira, em Ponte de Lima, distrito de Viana do Castelo, foi hoje classificada como monumento de interesse público.

Acessibilidade

Ouvir
Aumentar Texto Diminuir Texto
Contraste Contraste

Na classificação, segundo a portaria hoje publicada em Diário da República (DR) assinada pela secretária de Estado Adjunta e do Património Cultural, Ângela Carvalho Ferreira, é destacado o “interesse” daquele conjunto “como testemunho simbólico e religioso”.

O documento refere ainda o “valor estético, técnico e material intrínseco” da igreja, a sua “conceção arquitetónica, urbanística e paisagística, a sua extensão e ao que nela se reflete do ponto de vista da memória coletiva”.

A classificação do imóvel foi iniciada em 2012, mas viria a ser arquivada pela Direção Geral do Património Cultural (DGPC) que alegou a “existência de deficiências de instrução” do processo, “consideradas insanáveis em tempo útil”.

O processo de classificação do imóvel foi reaberto em novembro de 2013 e, de acordo com o anúncio do “novo procedimento de classificação”, foi estabelecida uma zona geral de proteção de 50 metros contados a partir dos limites externos da igreja e do adro.

Em setembro de 2019, a DGPC propôs ao Ministério da Cultura a classificação daquele conjunto, hoje atribuída na portaria publicada em DR.

O documento explica que a “fundação da igreja de São João da Ribeira remonta, pelo menos, a finais do século X, quando o templo foi doado ao mosteiro compostelano de Antealtares, que viria a ter um papel decisivo no desenvolvimento da localidade nos séculos seguintes”.

Os “vestígios mais antigos que é hoje possível identificar remontam ao período final do românico, embora o edifício tenha sido objeto de grandes alterações na época moderna”.

Segundo a portaria, “os melhores testemunhos da obra românica consistem nas duas portas laterais, com decoração relativamente esquemática”.

Existem ainda “alguns vestígios desta cronologia na planimetria do templo e na cachorrada que corre nas fachadas laterais, elementos que denunciam seguramente uma campanha bastante tardia, situável em pleno século XIII, e anacrónica em relação às fórmulas artísticas góticas então em voga”.

A fachada principal e a decoração interior “datam já dos séculos XVII e XVIII, particularmente da época barroca, na qual os principais elementos do templo foram objeto de profundas alterações destinadas a atualizar o espaço”.

Destas intervenções “resultou um acervo de notável coerência, caracterizando-se pela diversidade e qualidade artística, particularmente evidente nas obras de talha de distintos períodos e linguagens estéticas”.

Comentários

Últimas notícias

mais notícias

Últimos podcasts

mais podcasts