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Pedro Xavier 14 Dez 2020

Investimento de 400 mil euros retira amianto de 70 casas em bairro social de Monção

A empreitada de remoção de fibrocimento de 70 casas de um bairro social em Monção vai arrancar em janeiro 2021, num investimento de cerca de 400 mil euros, disse hoje o presidente da Câmara. António Barbosa explicou tratar-se de "um projeto há muito ambicionado pela autarquia que vai finalmente arrancar".

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A intervenção bairro da Imaculada Conceição, no lugar de Monte Redondo, propriedade do município de Monção, no distrito de Viana do Castelo, terá um “prazo de execução de um ano e vai permitir retirar todo o fibrocimento dos telhados das 70 casas”, especificou o autarca.

O bairro “foi construído em meados dos anos setenta para albergar os portugueses do Ultramar regressados ao país após o 25 de abril, é constituído por 70 habitações, incluindo-se algumas devolutas e outras desocupadas”.

“A intervenção visa a substituição das coberturas dos edifícios existentes, destinando-se a qualificar a imagem urbanística do conjunto edificado, a qualificar termicamente os edifícios, assim como a sua segurança e salubridade”, adianta uma nota do município.

No documento, a autarquia explicou estar “prevista a demolição integral de três edifícios e anexos existentes, bastante deterioradas originado pelo seu abandono, sem condições de utilização para o fim original, provocando em algumas situações, focos de insalubridade, acumulação de detritos e falta de segurança”.

O custo total da obra ronda os 375 mil euros, tendo já sido adjudicada, estimando-se o início da obra em janeiro de 2021.

Após a remoção do amianto, o bairro será alvo de uma segunda fase de requalificação, a candidatar a fundos comunitários.

O autarca referiu também que, até final do ano, vai arrancar a empreitada de transformação do antigo armazém da CP em incubadora para jovens empreendedores, num investimento de 210 mil euros, financiado em 85% por fundos comunitários.

A intervenção no antigo armazém da CP prevê “uma profunda intervenção de reabilitação estrutural e espacial”.

O projeto contempla “dois pisos, ligados por escada e plataforma elevatória para utilização por pessoas de mobilidade reduzida, lugares de trabalho em ‘open space’, gabinetes individuais, sala de reuniões e formação, e espaço de convívio”.

Aquele investimento “resulta de uma candidatura que o município apresentou a fundos do programa Norte 2020, para a reconversão daquele imóvel e que foi, entretanto, aprovada com uma comparticipação de 85%”.

Anteriormente à Lusa, António Barbosa explicou que o novo equipamento, designado Monção – Habitat Criativo – Incubadora, “permitirá que os jovens empreendedores possam iniciar a sua atividade profissional a custos reduzidos e num ambiente favorável à criatividade e partilha de projetos e ideias”.

O novo espaço, localizado numa das principais entradas do centro histórico da vila, “surge com o objetivo de apoiar jovens empreendedores no processo de desenvolvimento e consolidação das suas atividades profissionais, visando dinamizar e diversificar a economia local, ampliar e modernizar o tecido empresarial e criar postos de trabalho estáveis e qualificados”.

Além de “disponibilizar espaços físicos com condições efetivas para o pleno desenvolvimento da atividade, o Monção – Habitat Criativo – Incubadora pretende facilitar aos “residentes” o acesso a um conjunto de parceiros, investidores e empresários, proporcionando-lhes, desta forma, uma inserção mais rápida no contexto laboral”.

O objetivo do novo espaço “passará pela criação de um modelo de trabalho partilhado (recursos, experiências, ideias, serviços e competências técnicas) que, por sua vez, conduzirá a um ambiente favorável à aprendizagem e ao empreendedorismo”.

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